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Notas da palavra-chave

A Virgem Maria

Tema: A Virgem Maria em todo o EMV · Página 27 de 32

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EMF 187.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Aonde iremos, precisamente? –pergunta Pedro.

– Levar a Páscoa aos que sofrem. Há tempo que o queria fazer. Mas não pude. Eu o teria feito, ao voltar da Galileia. Agora, que me obrigam a andar por caminhos não escolhidos por nós, Eu vou abençoar os pobres amigos de Jonas.

– Mas assim vamos perder tempo! A Páscoa já está perto! Sempre nos atrasamos por diversas causas.

E um outro coro de lamentações se levanta até o céu. Não sei como Jesus pode ter tanta paciência… E, sem censurar a ninguém, Ele diz:

– Eu vos peço. Não me crieis obstáculos! Compreendei minha necessidade de amar e de ser amado. Só tenho este conforto na terra: o amor e fazer a vontade de Deus.

– E vamos por aqui? Não seria melhor irmos para Nazaré?

– Se Eu vos tivesse proposto isso, vós vos teríeis revoltado. Ninguém pensará que estou por estes lugares, e faço-o por vós que… tendes medo.

– Medo? Ah! Isso, não. Estamos prontos até a combater por Ti.

– Pedi ao Senhor que não vos faça passar por uma prova. Eu sei que sois rixentos, invejosos, tendes o desejo de ofender a quem Me ofende, de mortificar o próximo. Tudo isso Eu sei. Mas que sejais corajosos, isso não sei. Por Mim, Eu teria caminhado até sozinho e pelos caminhos comuns, e nada me teria acontecido, porque ainda não é a hora. Mas tenho piedade de vós. E tenho obediência para com minha mãe e também isto: não quero causar desgosto ao fariseu Simão. E não lho causarei. Mas eles causarão desgosto a Mim.

– E daqui para onde iremos? Eu não tenho prática nestes lugares

–diz Tomé.

– Chegaremos ao Tabor, iremos ao lado dele por um trecho e, passando perto de Endor, iremos a Naim, e de lá iremos pela planície de Esdrelon. Não tenhais medo!… Doras, o filho de Doras e Jocanã já estão em Jerusalém.

EMF 189.1-4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O funeral vai saindo para fora dos muros. Seja o que for que estiver no caixão, que vai sustentado no alto sobre os ombros dos portadores, é o que não se pode ver. Presume-se que lá esteja um corpo estendido, com suas faixas, e coberto com um lençol, pois pelo que as saliências revelam pode-se compreender que é o corpo de alguém que já tinha chegado ao ponto mais alto de seu crescimento, porque é um corpo do comprimento do caixão.

Ao lado do caixão, uma mulher de véu, amparada por parentas ou amigas, vai caminhando e chorando. É o único choro verdadeiro, no meio dessa comédia de choronas. E, quando uma pedra faz que um dos portadores tropece, ou um ressalto do solo faz que se sacuda o caixão, a mãe geme: “Oh! Não! Ide devagar! Sofreu tanto este meu menino!”, e levanta sua mão trêmula para acariciar a beira do caixão, — fazer mais que isso ela não pode — e, não podendo fazer nada mais, ela beija os véus ondulantes e as fitas, que o vento de vez em quando agita, e que passam rolando por aquele vulto imóvel.

– Aquela é a mãe –diz Pedro, todo compungido e já com o brilho de uma lágrima em seus olhos atentos e bons.

Mas ele não é o único que está com lágrimas nos olhos por causa daquela tristeza. Também Zelotes, André e João, e até o sempre alegre Tomé, estão com os olhos brilhando. Todos, todos mesmo, estão comovidos. Judas Iscariotes murmura:

– Se fosse eu! Oh! Pobre de minha mãe…

189.2

Jesus, cujos olhos são de uma doçura perturbadora, de tão profundos que são, vai indo para perto do caixão.

A mãe, que já está soluçando mais forte, porque o cortejo já está quase chegando junto ao sepulcro aberto, O afasta com violência, ao ver que Jesus procura tocar no caixão. No seu delírio, quem saberia de que ela está com medo? Ela grita:

– É meu! –e, com uns olhos de louca, olha para Jesus.

– Eu sei, mãe. É teu.

– É o meu filho único. Por que logo ele é que foi morrer, ele que era bom e querido e a minha alegria de viúva? Por quê?

Aí a multidão das carpideiras aumenta o seu choro pago, para fazerem coro com a mãe, que continua a dizer:

– Por que ele, e não eu? Não é justo que quem gerou veja perecer a sua semente. A semente precisa viver, porque senão, para que terá servido que estas vísceras se tenham rasgado para darem à luz um homem? –e bate em seu próprio ventre, feroz e desatinada.

– Não faças assim! Não chores, mãe.

Jesus a segura pelas mãos, com um forte aperto, e as prende com sua esquerda, enquanto, com a direita, toca no caixão, dizendo aos portadores:

– Parai e ponde o caixão no chão.

Os portadores obedecem, abaixando a caminha, que fica apoiada no chão por seus quatro pés.

Jesus agarra o lençol, que está cobrindo o morto e o joga para trás, deixando descoberto o cadáver. A mãe externa sua dor, gritando o nome de seu filho e parece-me que ela está dizendo:

– Daniel!

Jesus, sempre conservando as mãos maternas na sua, se endireita, mostra-se imponente, no fulgor de seus olhares como quando Ele opera seus maiores milagres, e, abaixando a mão direita, ordena, com toda a força de sua voz:

– Jovenzinho, Eu te digo: Levanta-te!

189.3

O morto, do jeito que estava enfaixado, levanta-se e se assenta sobre a caminha e chama:

– Mamãe!

Ele a chama com a voz gaguejante e assustada de uma criança espavorida.

– Ele é teu, mulher. Eu o entrego em nome de Deus. Ajuda-o a livrar-se da mortalha. E sede felizes.

E Jesus dá sinais de que vai retirar-se dali. Mas, como? A multidão o detém junto ao catre, sobre o qual está inclinada a mãe, que está enfiando os dedos por entre as faixas, para ir mais depressa, porque o lamento de seu menino continua a implorar-lhe:

– Mamãe! Mamãe!

Por fim, a mortalha foi desfeita, desfeitas foram as faixas, já a mãe e o filho podem abraçar-se, e o fazem sem dar atenção aos bálsamos que se vão colando neles, e que a mãe vai tendo que tirar do querido rosto, das queridas mãos, usando as faixas, e depois, não tendo com que revesti-lo, a mãe tira o seu próprio manto e o envolve nele, e tudo o que ela faz vai servindo ao mesmo tempo para acariciá-lo…

189.4

Jesus olha para ela… olha para este quadro de amor que se formou ao lado da caminha, que agora já não é mais fúnebre, e chora.

Judas Iscariotes vê esse pranto e pergunta:

– Por que estás chorando, Senhor?

Jesus vira o rosto para ele, e diz:

– Estou pensando em minha mãe…

Detalhe

Jesus encontra um cortejo fúnebre. A mãe do jovem está destroçada.

EMF 193.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Viajam bem eles! –diz Pedro, cansado e suado–. Mas, se Deus nos ajudar, depois de amanhã, à tarde, já estaremos em Jerusalém.

– Não, Simão. Eu preciso afastar-me do caminho e ir pelo Jordão.

– Mas, por quê, Senhor?

– Por causa do menino. Ele está muito triste e muito mais triste ficaria, ao ver o monte do triste acontecimento.

– Mas não o vamos ver! Ou melhor, vamos vê-lo do outro lado… e… eu cuido de mantê-lo distraído. Eu e João… Com pouca coisa ele se distrai, o pobre pombinho sem ninho. Mas, ir pelo Jordão, nunca! É melhor por aqui. Melhor por aqui. Caminho direto. Mais breve. Mais seguro. Não. Não. Este, este. Tu o vês? Também as romanas o fazem. Ao longo do mar e do rio se exalam as febres, com estas primeiras chuvas do verão. Por aqui é saudável. E depois… Quando iremos chegar, se por lá se prolongar a viagem? Pensa um pouco em que aflição ficará tua mãe depois do triste acontecimento com o Batista!…

Pedro vence e Jesus concorda.

– Repousaremos logo e bem então, e amanhã bem ao alvorecer partiremos, para estarmos depois de amanhã à tarde no Getsêmani. No dia seguinte, sexta-feira, iremos à mãe, em Betânia, onde descarregaremos os livros de João, que nos cansaram não pouco, e iremos encontrar Isaac, ao qual daremos este pobre irmão…

– E o menino, dá-lo-às logo?

Jesus sorri:

– Não. Eu o darei à minha mãe, a fim de que o prepare para a “sua” festa. Depois, o teremos conosco pela Páscoa. Mas, após isso, deveremos deixá-lo também… Não te apegues demais! Ou melhor: ama-o, como se fosse um teu filho, mas com espírito sobrenatural. Tu vês: ele é débil e se cansa. A Mim também me teria agradado instruí-lo e fazê-lo crescer nutrido por Mim na Sabedoria. Mas Eu sou o Incansável, e Jabé é muito novo e muito fraco para passar pelas nossas fadigas. Nós iremos pela Judeia, depois voltaremos a Jerusalém em Pentecostes, depois iremos… iremos evangelizando… E o en contraremos de novo no verão em nossa terra.

Detalhe

O grupo apostólico tinha acabado de encontrar alguns romanos que se dirigiam a Jerusalém em liteiras e carruagens de viagem.

EMF 194.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eis uma nova subida muito íngreme, porque a comitiva, deixando a estrada mestra, poeirenta e cheia de gente, preferiu entrar por um atalho, que vai pelo meio do mato. E, tendo chegado ao alto, vêem brilhar, lá ao longe, mas bem visível, um mar que resplende, suspenso sobre um aglomerado branco, que talvez sejam casas alvejadas pela cal.

– Jabé –chama-o Jesus–, vem cá. Estás vendo aquele ponto de ouro? É a Casa do Senhor. Lá tu vais jurar obediência à Lei. Tu a conheces bem?

– Mamãe me falou dela e meu pai me ensinou os preceitos. Eu sei ler… e acho que sei o que “eles” me ensinaram antes de morrer.

O menino, que correra sorrindo para atender ao chamado de Jesus, agora está chorando, com a cabeça baixa e a mão tremendo na mão de Jesus.

– Não chores. Escuta. Sabes onde estamos? Aqui é Betel. Foi aqui que o santo Jacó teve o seu sonho angélico. Tu o conheces? Lembras-te dele?

– Sim, Senhor. Ele viu uma escada que ia da terra ao Céu e por ela, para baixo e para cima, iam e vinham os anjos. E a mamãe me dizia que, na hora da morte, se tivermos sido sempre bons, veremos a mesma coisa e se poderia ir, por aquele escada, até a Casa de Deus. Muitas coisas dizia-me minha mãe… Mas agora não me dirá mais nada… eu as tenho todas aqui e é tudo o que tenho dela…

As lágrimas descem daquele rostinho triste.

– Não chores assim! Escuta, Jabé. Eu também tenho uma mãe, que se chama Maria, e que é santa e boa e sabe dizer muitas coisas. É mais sábia do que um mestre, melhor e mais bela do que um anjo. Agora nós estamos indo à casa dela. Ela vai gostar muito de ti. Vai dizer-te muitas coisas. E, depois, com ela está a mãe de João, que também é boa e também se chama Maria. E a mãe do meu irmão Judas, também ela doce como um pão de mel e também chamada Maria. Elas gostarão muito de ti. Muito mesmo. Porque tu és um bom menino e por amor de Mim, porque te amo tanto. Depois, tu crescerás com elas e, quando cresceres, serás um santo de Deus, pregarás como um doutor sobre Jesus, que te deu de novo uma mãe aqui e que abrirá as portas do Céu para tua falecida mãe, para o teu pai, e que as abrirá também para ti, quando chegar a tua hora. Tu nem terás necessidade de subir pela comprida escada dos Céus, na hora da tua morte. Já terás subido por ela, durante a tua vida, procurando ser um bom discípulo, e te encontrarás lá, à porta aberta do Paraíso, e Eu também lá estarei, e te direi: “Vem, meu amigo e filho de Maria”, e estaremos juntos.

O sorriso luminoso de Jesus, que vai caminhando um pouco inclinado, para ficar mais perto do rostinho levantado do menino, que caminha ao lado com sua mãozinha na dele, e aquela história maravilhosa enxugam as lágrimas do menino, e fazem despontar um sorriso.

Anotação

Livro do Génesis 28, 10-19

Gn28, 10-19 : Jacob deixou Bersabé e foi para Harã. Chegou a um lugar e passou ali a noite, porque o sol já se tinha posto. Tomou uma das pedras que ali havia e fez dela a sua cama, e deitou-se nesse lugar. E teve um sonho: uma escada estava colocada sobre a terra e o seu topo chegava ao céu; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela, e Javé estava no topo. Ele disse: "Eu sou Javé, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaac. Vou dar esta terra em que te deitas a ti e à tua descendência. A tua descendência será como o pó da terra; espalhar-te-ás para o ocidente e para o oriente, para o norte e para o sul, e todas as famílias da terra serão abençoadas em ti e na tua descendência. Eis que estou convosco, e vos guardarei por onde quer que andardes, e vos farei voltar a esta terra. Pois não te deixarei até que tenha cumprido o que te disse. "

Jacob acordou do seu sono e disse: "Certamente o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia! "Com medo, acrescentou: "Como é terrível este sítio! Esta é a casa de Deus, esta é a porta do céu. "Jacob levantou-se de manhã cedo, pegou na pedra que tinha feito para a sua cabeceira, ergueu-a como um monumento e deitou-lhe azeite em cima. Chamou a este lugar Betel, mas o nome original da cidade era Luz.

EMF 194.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Ah! Senhor! Senhor! E me quererás bem mesmo?

– Sim, Jabé.

– Não. Não mais Jabé, Dá-me um nome que queira dizer que Tu me amaste, que Tu me salvaste…

– Eu vou escolher o nome junto com minha mãe. Está bem?

– Mas que queira dizer justamente isso. E o tomarei, a partir do dia em que me tornar filho da Lei.

– Tomá-lo-às, a partir daquele dia.

Detalhe

Yabeç, um órfão que Jesus acolheu, acaba de descobrir que ele é o Messias e compreende porque é que ele vai abrir a porta do Limbo.

Palavras-chave

EMF 196.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

A manhã do sábado foi ocupada, na maior parte do tempo, em restaurar os corpos cansados e limpar as roupas cheias de poeira e amarrotadas pela viagem. Nas amplas cisternas do Getsêmani, que a água da chuva foi enchendo, e no Cedron, cujas águas cantam ao bater nas pedras, espumando, cheio como ele está pelas chuvas dos últimos dias, há tanta água que é um verdadeiro convite a quem a vê. Por isso, os peregrinos, um depois do outro, sem terem medo da água fria, descem para mergulhar e depois, tornando a vestir-se da cabeça aos pés, com os cabelos ainda um pouco corridos, por causa da água da torrente, tiram água das cisternas para despejá-la em tanques de bom tamanho, onde estão as roupas, separadas pelas cores.

– Oh! Muito bem –diz contente Pedro–. Ali elas já ficarão menos sujas e Maria as poderá lavar com menos cansaço. –(Suponho que seja a mulher que mora no Getsêmani)–. Só tu, pequenino, não podes mudar de roupa. Mas amanhã…

De fato, o menino tem uma vestezinha limpa, tira-a de sua sacolinha, uma sacolinha que mal daria para o enxoval de uma boneca, de tão pequena que é. Mas a vestezinha que ele tirou, está ainda mais desbotada e rasgada do que a outra e Pedro olha para ela preocupado e murmurando:

– Como é que eu vou fazer para levá-lo pela cidade? Eu poderia dividir em duas a minha capa, porque com uma capa… ele se cobriria todo.

Jesus, que ouviu este solilóquio paterno, diz:

– É melhor fazer que ele descanse agora. Esta tarde iremos a Betânia…

– Mas eu quero comprar a roupa para ele. Eu lhe prometi…

– Tu o farás com certeza. Mas é melhor aconselhar-se antes com a mãe. Tu sabes… as mulheres… têm mais capacidade do que nós nas compras… e ela se sentirá feliz por ocupar-se com um menino… Vós ireis juntos!

A ideia de ir junto com Maria fazer as compras arrebata o apóstolo taté o sétimo céu. Não sei se Jesus lhe expressou todo o seu pensamento, ou se omitiu uma parte , ou seja, aquela que tivesse dito que a mãe tem um gosto mais apurado para evitar certos conjuntos horríveis de cores. Mas o fato é que Ele consegue o seu escopo sem precisar deixar aborrecido seu Pedro.

EMF 196.2-3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus está passeando e observando Jabé, que alegre está brincando com João e com os mais jovens. Também Iscariotes, depois de passada a sua raiva de ontem, está alegre e brincando. Os mais velhos observam e sorriem.

– Que dirá a tua mãe deste menino? –pergunta Bartolomeu.

– Eu acho que Ela dirá: “É muito fraquinho” –diz Tomé.

– Oh! Não. Ela dirá: “Pobre menino” –responde Pedro.

– Ela Te dirá, pelo contrário: “Estou contente, porque Tu o amas”

–objeta Filipe.

– A mãe nunca teria dúvidado disso. Mas eu creio que Ela não dirá nada. Ela o receberá em seu coração –diz Zelotes.

– E Tu, Mestre, que dizes que Ela dirá?

– Ela fará o que vós estais dizendo. Mas muitas coisas, ou melhor, todas Ela as pensará, e ao beijá-lo dirá só: “Que tu sejas bendito!”, e cuidará dele como se fosse um passarinho que caiu do ninho.

EMF 196.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Um dia, Ela me contou o que aconteceu, quando Ela era uma menininha. Ainda não tinha três anos, porque ainda não estava no Templo, e seu coração se partia de amor, produzindo, como a flor ou a azeitona esmagadas na prensa, todos os seus óleos ou os seus perfumes. E, em seu delírio de amor, dizia à sua mãe que queria ser virgem para agradar mais ao Salvador, mas que teria gostado de ser pecadora, para poder ser salva e ficava quase chorando, porque a mãe não a compreendia e não sabia dizer-lhe como é que se pode ser “pura” e “pecadora”, ao mesmo tempo. Quem a tranquilizou foi seu pai, que lhe mostrou um pequeno passarinho, que ele tinha conseguido salvar quando estava em perigo, à beira de uma fonte. O pai, então, com o passarinho, criou uma parábola[2], dizendo-lhe que Deus a tinha salvado de um modo antecipado e que, por isso, Ela lhe devia dar graças duas vezes. E a pequena Virgem de Deus, a grandíssima Virgem Maria, exerceu pela primeira vez sua maternidade espiritual sobre aquele pequeno ser caído do ninho, que Ela pôde lançar ao vôo, quando ficou forte, mas que nunca mais abandonou o jardim de Nazaré e lá ficou ainda, consolando com seus vôos e seus pios, a triste casa e os tristes corações de Ana e de Joaquim, quando Maria esteve no Templo. O passarinho morreu pouco antes da morte de Ana… Ele tinha cumprido sua tarefa…

Detalhe

Jesus conta um episódio da infância da Virgem Maria.

Anotação

Ele contou-lhe a parábola do passarinho: Ver o paradoxo do "pecador por amor" expresso pelo Sem Pecado e a parábola do passarinho: ver EMV 7.5.

EMF 196.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Minha mãe tinha feito voto de virgindade por amor. Mas tinha, sendo uma criatura perfeita, a maternidade no sangue e no espírito. Porque a mulher foi feita para ser mãe. E é até uma aberração, quando ela se faz de surda aos apelos desse instinto, que é amor de segunda potência…

Anotação

Sobre os diferentes poderes do amor, verEMV 196.4-6.