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Notas do tema

Presciência de Jesus Cristo

Página 2 de 15

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EMF 50.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus ficou sozinho, até que Filipe volta com Natanael-Bartolomeu.

– Eis um verdadeiro israelita, no qual não há fraude. A paz esteja contigo, Natanael!

– Como me conheces?

– Antes que Filipe fosse chamar-te, Eu te vi debaixo da figueira.

– Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!

– Porque Eu disse ter-te visto, enquanto pensavas debaixo da figueira, tu crês? Verás coisas bem maiores do que esta. Em verdade Eu vos digo que os céus estão abertos, e pela fé, vereis os anjos descerem e subirem sobre o Filho do homem: Eu que te falo.

– Mestre! Eu não sou digno de tão grande favor!

– Crê em Mim, e serás digno do Céu. Queres crêr?

– Quero, Mestre.

Detalhe

Jesus chamou Filipe e este foi buscar Natanael-Bartolomeu.

EMF 51.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Em uma certa hora, todos me deixarão; talvez por poucos minutos, mas a covardia se apoderará de todos, e pensareis que teria sido me­lhor­ para vossa segurança, se nunca me tivésseis conhecido. Mas ela, que compreendeu e que sabe, Ela estará sempre comigo. Vós tornareis a ser meus por meio dela. Com a força de sua segura e amorosa fé, ela vos atrairá a si, e depois vos tornará a atrair para Mim, porque Eu estou na mãe, e ela está em Mim, e Nós em Deus. Isto Eu queria que compreendêsseis, todos vós, parentes segundo o mundo, amigos e filhos segundo o sobrenatural. Tu e os outros, não sabeis quem é minha mãe. Mas, se o soubésseis, não a criticaríeis em vosso coração por não saber ter-me subjugado a ela, mas a veneraríeis como a amiga mais íntima de Deus, a poderosa que tudo pode no coração do Eterno Pai, e sobre o Filho do seu coração.

EMF 53.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Vós não me conheceis? Me conhecereis. Não sabeis de onde Eu venho? Vós o sabereis.

Detalhe

Jesus fala aos sacerdotes após a purificação do Templo.

EMF 54.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Disseram-me que na outra tarde Te manifestaste como Voz de Deus e Portador da Graça. Disseram-me que Tu asseguraste que, erguendo o teu sinal, curas com ele todos os males. Ergue-o sobre mim. Eu venho dos sepulcros… lá… Eu rastejei como uma serpente por entre as sarças da beira do córrego para chegar até aqui sem ser visto. Esperei que a tarde chegasse para poder vir, porque na penumbra vê-se menos quem eu sou. Eu ousei… encontrei este, que é da casa e que é muito bom. Ele não me matou. Somente me disse: “Espera junto ao muro.” Tem piedade, Tu também!

Visto que Jesus se aproxima (sozinho, porque os seis discípulos e o dono do lugar, com os dois desconhecidos, estão longe e mostram claramente aversão) diz ainda:

– Não te adiantes mais! Não mais! Eu estou infeccionado!

Mas Jesus prossegue. Olha para ele com tanta piedade, que o homem se põe a chorar, ajoelha-se com o rosto quase ao chão e geme, dizendo:

– O teu sinal! O teu sinal!

– Ele será elevado, quando chegar a sua hora. Mas, a ti Eu digo: levanta-te! Sê curado. Eu quero. E sê tu o meu sinal nesta cidade que precisa conhecer-me. Levanta-te. Eu te digo! E não peques mais, em reconhecimento a Deus!

Detalhe

Simão, o Zelote, que sofria de lepra, aproxima-se de Jesus e fala-lhe do sinal da cruz. Aí mostrou toda a sua fé e Jesus prometeu-lhe que o seu sinal ressuscitaria a seu tempo.

EMF 54.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu quero ser chamado o Filho do homem porque aniquilo a Mim mesmo, pondo em minhas costas todas as misérias do homem para levá-las comigo, primeiro ao meu patíbulo e depois de tê-las levado, anulá-las, mas não por as ter tido como minhas. Que peso, amigos! Mas, Eu o levo com alegria. Levá-lo é a minha alegria porque sendo o Filho da humanidade, tornarei a humanidade filha de Deus, como foi no primeiro dia.

EMF 55.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Um dia os sepulcros selados deixarão escapar os mortos verdadeiros, que aparecerão para se rirem com as órbitas de seus olhos vazios, com as mandíbulas descobertas pelo júbilo longínquo, e entretanto sentido pelos esqueletos, dos espíritos liberados do Limbo de espera. Eles aparecerão para se rirem diante dessa sua libertação, e para vibrarem, sabendo a quem é que a devem…

EMF 56.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

56.6 Jesus se volta para Tomé:

– Obedeceste fielmente. É a primeira virtude do discípulo.

– Eu vim para ser-te fiel.

– E o serás. Eu te digo.

EMF 59.5.6-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Para contradizê-lo, levanta-se um empertigado e barbudo israelita. Ele diz:

– Mestre, tudo o que dizes me parece em contraste com tudo o que está dito[2] no segundo livro dos Macabeus, glória de Israel. Lá está dito: “É de fato sinal de grande benevolência não permitir aos pecadores que fiquem andando por muito tempo atrás de seus caprichos, mas dar-lhes logo o castigo. O Senhor não faz como as outras nações, que as espera com paciência, para puni-las quando chegar o dia do Juízo, quando estiver cheia a medida dos pecados.” Tu ao invés, falas como se o Altíssimo pudesse ser muito lento em punir-nos, esperando-nos como os outros povos, no tempo do Juízo, quando estiver cheia a medida dos pecados. Verdadeiramente os fatos te desmentem. Israel está punido, como diz o histórico dos Macabeus. Mas, se fosse como dizes, não há uma divergência entre a tua doutrina e a que está encerrada na frase que eu te disse?

Quem és, Eu não sei. Mas, seja quem fores, Eu te respondo.

[Jesus dá a sua explicação e a conversa entre eles continua. Ele afirma ser o Messias.]

(...)

– Eu sou Jesus de José, da estirpe de Davi, nascido em Belém Efrata, segundo as promessas, chamado nazareno, porque minha casa é em Nazaré. Isto segundo o mundo. Segundo Deus, sou o seu Enviado. Os meus discípulos sabem disso.

– Oh! Os teus discípulos! Eles podem falar o que quiserem e o que Tu os mandas dizer.

– Um outro falará, um que não me ama, e dirá quem Eu sou. Espera aí, que Eu vou chamar um dos que estão aqui presentes.

59.7

Jesus olha para a multidão, que está espantada com esta discussão, irritada e dividida entre correntes opostas. Jesus olha para ela, procurando alguém com seus olhos de safira, e depois chama com voz forte:

– Ageu, vem para a frente. Eu te ordeno.

Há um grande murmúrio entre a multidão, que se abre, para deixar passar um homem, todo sacudido pelo tremor e sustentado por uma mulher.

– Conheces este homem?

– Sim. É o Ageu de Malaquias, aqui de Cafarnaum. É possuído por um espírito mau, que o desatina em fúrias repentinas.

– Todos vós o conheceis?

A multidão grita:

– Sim, sim.

– Poderá alguém aí dizer que ele já esteve conversando Comigo, ainda que por poucos minutos?

A multidão grita:

– Não, não, ele é quase um idiota, e não sai nunca de casa, e nunca ninguém te viu lá.

– Mulher, traze-o aqui diante de Mim.

Detalhe

Esta afirmação de Jesus é explicada pela seguinte nota de Maria Valtorta numa cópia dactilografada:
"Cristo, como Deus e como Santo dos Santos, penetrava nas consciências, penetrava nos seus pensamentos mais secretos (introspeção perfeita); como Homem, conhecia as pessoas e os lugares apenas de forma humana, quando o seu Pai e a sua própria natureza divina não lhe pareciam úteis para os conhecer sem ter de os pedir".

Sobre esta mesma cópia, Maria Valtorta acrescenta a seguinte nota sobre as palavras "Ageu, aproxima-te":
Aqui, é porque tem de provar ao fariseu a sua omnisciência divina que chama pelo nome Ageu, que lhe era desconhecido, mas que ele sabe que está possuído, enquanto na página anterior, como Homem, tinha dito ao fariseu: "Não sei quem és".

Estas duas notas de Maria Valtorta serão confirmadas pelos textos de 224.2, 357.3, 527.4/6, 554.7 e justificam as afirmações de "ignorância" de Jesus, que encontraremos, por exemplo, em: 73.7, 75.3, 362.2, 365.10, 376.9, 377.2, 382.5, 395.2, 406.9, 413,8, 433.5, 472.4, 488.5, 583.23, 584.6.

Anotação

Não sei quem és: Esta afirmação de Jesus é explicada pela seguinte nota de Maria Valtorta numa cópia datilografada:

«Cristo, enquanto Deus e enquanto Santo dos santos, penetrava nas consciências; perscrutava os seus pensamentos mais secretos (introspecção perfeita); enquanto Homem, conhecia as pessoas e os lugares apenas de forma humana, quando o seu Pai e a sua própria natureza divina não consideravam útil que Ele os conhecesse sem ter de os pedir.»

Nessa mesma cópia, Maria Valtorta acrescenta a seguinte nota sobre as palavras: «Ageu, aproxima-te»:

«Aqui, é porque tem de provar ao fariseu a sua onisciência divina que chama pelo nome Ageu, que lhe era desconhecido, mas que sabe que existe, enquanto que na página anterior, enquanto Homem, tinha dito ao fariseu: “Não sei quem és.»

Estas duas notas de Maria Valtorta serão confirmadas pelos textos de 224.2, 357.3, 527.4/6, 554.7 e justificam as declarações de «ignorância» de Jesus, que encontraremos, por exemplo, em: 73.7, 75.3, 362.2, 365.10, 376.9, 377.2, 382.5, 395.2, 406.9, 413.8, 433.5, 472.4, 488.5, 583.23, 584.6.

Nota do editor: É fornecida uma segunda explicação sobre as «ignorâncias» de Jesus, a propósito de uma série de perguntas que Ele dirige a Annalie em 156.3. Eis a nota que Maria Valtorta relata a este respeito numa cópia datilografada: «Jesus sabia e lembrava-se, mas queria que as almas se abrissem com total liberdade e confiança.»

Esta explicação é confirmada pelas passagens 128.1 e 153.1, bem como por uma expressão particular de Judas em 468.4: «Sei que sabes, mas que estás à espera que eu te diga.»

Uma terceira explicação é objeto de uma longa nota de Maria Valtorta sobre esta afirmação de Jesus: «Não sei de quem se trata» (175.5). Reproduzimos o essencial da nota manuscrita que ocupa quatro páginas de uma folha inserida numa cópia datilografada: *«E o Pai eterno, para pôr à prova os corações e separar os filhos de Deus, da Luz, dos filhos da carne e das trevas, permitia, na presença dos apóstolos, dos discípulos e das multidões, lacunas na perfeita clarividência do Filho, semelhantes a estes pedidos e respostas: ‘Quem é este homem? Não o conheço...’ E isto para os homens. Mas também para o seu Filho amado, a fim de o preparar para a grande escuridão da hora das trevas, para o abandono do Pai, pois Ele tinha-se tornado ‘anátema por nós’”.

Esta explicação de Maria Valtorta é confirmada pelas palavras do apóstolo João no contexto de 334.2/3 no que diz respeito aos corações a serem postos à prova. Quanto à preparação do Filho Amado para a hora das trevas, esta é confirmada e aprofundada em 582.14, 598.4, 602.5, 603.4; trata-se de uma explicação que confere um significado profundo a certas indecisões de Jesus (como em 302.4.7) e, sobretudo, às suas incertezas desconcertantes de 339.14 e 464.14.

À exceção destas, a obra de Maria Valtorta apresenta um Jesus onisciente e clarividente, ou presciente e previdente. Consulte-se: 48.6, 60.7, 78.3, 80.9.10, 89.2, 117.5, 133.2, 149.1/2, 160.6, 174.7, 203.1, 204.4, 218.1, 220.4, 224.2, 236.5, 317,3/5, 329,14, 335,13, 340,5, 351,4, 357,3, 371,9, 387,3, 391,8, 406,11, 409,3, 411,8, 471,3, 473,5, 503,2, 522,5, 524,8, 525,2, 531,10 (últimas linhas), 531.20 (últimas linhas), 532.4.6, 534.9, 540.7, 548.27, 555.4, 561.14, 563.5, 565.3/4, 566.18, 567.18.21, 580.2, 587.5.8, 595.6, 602.4/5.

EMF 61.3.5-6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus, então, ordena aos discípulos:

– Fazei que os pobres venham para a frente. Para eles Eu tenho a rica oferta de alguém que a eles se recomenda para obter o perdão de Deus.

Vêm avante três velhinhos esfarrapados, dois cegos e um encolhido; depois uma viúva com sete meninos macilentos.

Jesus os olha fixamente um por um, sorri para a viúva e especialmente para os orfãozinhos. Antes diz a João:

– Que essas pessoas sejam colocadas lá no pomar. Quero falar com elas.

Mas Ele se torna severo, com os olhos flamejantes, quando a Ele se apresenta um dos velhinhos. Porém, não diz nada no momento.

Jesus chama Pedro e faz com que ele lhe dê a bolsa recebida pouco antes e uma outra cheia de moedas menores, esmolas diversas recolhidas entre os bons. Despeja tudo sobre o banco que está junto ao poço, conta e divide. Faz seis partes: uma delas bem grande, toda com moedas de prata; cinco menores em dimensão, com muito bronze e só uma ou outra moeda grande. (...)

61.5 Vem para a frente o terceiro velhinho, que parece o mais esfarrapado. Mas Jesus só tem agora o monte maior de moedas. E Ele chama em voz alta:

– Mulher, vem com os teus pequeninos.

A mulher, jovem e macilenta, vem para a frente, de cabeça inclinada. Parece uma galinha choca, entre a sua triste ninhada.

– Desde quando és viúva, mulher?

– Faz três anos, na lua de Tisri.

– Quantos anos tens?

– Vinte e sete.

– São todos filhos teus?

– Sim, Mestre, e… e não tenho mais nada. Tudo se acabou… como posso trabalhar, se ninguém me quer com todos estes pequeninos?

– Deus não abandona nem o verme que Ele criou. Ele não te abandonará, mulher. Onde moras?

– Perto do lago, a três estádios fora de Betsaida. Ele me disse que viesse… Meu marido morreu no lago, era pescador.

“Ele” é André, que ficou corado, e querendo desaparecer.

– Fizeste bem, André, em dizer à mulher que viesse a Mim.

André se anima e murmura:

– O homem era meu amigo, era bom, e morreu durante uma tempestade, perdendo também seu barco.

– Toma mulher. Isto te ajudará por muito tempo; depois virá outro sol no teu dia. Sê boa, educa na Lei os teus filhos e não te faltará a ajuda de Deus. Eu te abençôo, a ti e aos teus pequenos.

E os acaricia um por um com grande piedade.

A mulher vai-se com o seu tesouro apertado sobre o coração.

61.6 – E a mim? –pergunta o velhinho que ficou por último.

Jesus olha para ele, e se cala.

– Nada para mim? Não és justo! A ela deu seis vezes mais do que aos outros e a mim nada. Mas… e era mulher!

Jesus olha para ele e se cala.

– Olhai todos se está havendo justiça! Eu venho de longe, porque me disseram que aqui se dava dinheiro; depois, estou vendo aqui quem ganha demais e a mim não se dá nada. Um pobre velho que é doente! E quer que se creia Nele!…

– Velho, não te envergonhas de mentir assim? Estás com a morte atrás de ti, e mentes; procuras roubar de quem está com fome. Por que queres roubar dos irmãos a esmola que Eu recebi para distribuir com justiça?

– Mas eu…

– Cala-te! Deverias já ter compreendido pelo meu silêncio e pelo meu ato que Eu havia te conhecido; e,então, seguir o meu exemplo de silêncio. Por que queres que Eu te envergonhe?

– Eu sou pobre.

– Não. Tu és um avarento e um ladrão. Vives para o dinheiro e para a usura.

– Eu nunca emprestei com usura. Deus é minha testemunha.

– E isto não é usura, e da mais feroz, roubar de quem tem verdadeiramente necessidade? Vai. Arrepende-te. Para que Deus te perdoe.

– Eu te juro…

– Cala-te! Eu te ordeno. Foi dito: “Não jurarás em falso.” Se Eu não tivesse respeito pelos teus cabelos brancos, Eu daria uma busca em ti e em teu peito acharia uma bolsa cheia de ouro, que é o teu coração. Vai-te embora.

Mas agora o velhinho, envergonhado, vendo-se descoberto em seu segredo, vai-se embora sem que seja necessário o som de trovão que há na voz de Jesus.

A multidão o ameaça, o escarnece e o insulta como a um ladrão.

– Calai-vos! Se ele errou não queirais vós também errar. Ele falta com a sinceridade, é um desonesto. Vós, se o insultardes, faltais com a caridade. Ao irmão, que comete uma falta, não se insulta. Cada um tem o seu pecado. Ninguém é perfeito, a não ser Deus. Eu precisei envergonhá-lo, porque não é lícito ser ladrão e, menos ainda, ladrão que rouba dos pobres. Mas só o Pai é que sabe quanto sofri por dever fazer isso. Vós também sofrei com isso, ao verdes que um de Israel falta contra a Lei procurando defraudar o pobre e a viúva. Não sejais cobiçosos. Que o vosso tesouro seja a vossa alma, não o dinheiro. Não sejais perjuros. Que a vossa linguagem seja sincera e honesta como as vossas ações. A vida não é eterna e a hora da morte chega. Vivei de modo que na hora da morte a paz possa estar em vosso espírito. A paz de quem viveu como um justo. Ide para as vossas casas…

Detalhe

Jesus dá uma grande soma de dinheiro a uma viúva de vinte e sete anos, com sete filhos. Atrás dele está uma viúva pobre e maltrapilha.