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Notas do tema

Factos e elementos bíblicos no Antigo Testamento

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EMF 17.12

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O princípio da culpa estava na desobediência: “Não comais daquela árvore, e não toqueis nela”, Deus havia dito. Mas o homem e a mulher não levaram em conta aquela proibição. Eles que eram os reis da criação, podiam tocar em tudo, comer de tudo, menos daquela árvore, pois Deus queria torná-los inferiores só aos anjos.

A árvore: meio para provar a obediência dos filhos.

O que é a obediência ao mandamento de Deus? É um bem, porque Deus só exige o bem. O que é a desobediência? É um mal, porque põe a alma na disposição de rebeldia, oferecendo a satanás um campo propício para as suas operações.

Eva vai até à árvore, da qual receberia o bem, ao evitá-la, ou o mal, aproximando-se dela. Ela é arrastada por uma curiosidade infantil que deseja ver o que a árvore tem de especial. É levada pela imprudência, que lhe faz conceber o mandamento de Deus como inútil, pois se sente forte e pura, rainha do Éden, no qual tudo lhe obedece, onde nada lhe fará mal. Esta presunção causa sua ruína. A presunção é um fermento da soberba.

Junto à árvore, ela encontra o sedutor, que se aproveita da sua inexperiência, daquela inexperiência virgem e bela, tão mal protegida por ela mesma, para cantar-lhe a canção da mentira: “Crês tu que isso seja um mal? Não. Deus te disse isso porque vos quer conservar escravos do seu poder! Pensais que sois reis? Nem liberdade tendes, como a têm os animais. Pois aos animais foi concedido que se amem com verdadeiro amor. Mas a vós, não. Ao animal foi concedido tornar-se criador, como Deus. Ele gerará filhos e verá crescer sua família, à vontade. A vós, porém, é negada essa alegria. Porque, então, ser homem ou mulher, se tendes que viver desse modo? Sede deuses! Não sabeis que alegria é estarem ambos numa só carne, para que dessa união se crie uma terceira criatura, e depois muitas outras criaturas? Não acrediteis na promessa de Deus de que tereis alegria em vossos descendentes, vendo os vossos filhos criarem novas famílias, deixando pai e mãe, por causa delas. Deus vos deu apenas uma sombra de vida: a verdadeira vida é conhecer as suas leis. Então, sim, sereis semelhantes a deuses e podereis dizer a Deus: ‘Somos iguais a ti’.”

E a sedução continuou, porque não houve vontade de acabar com ela, pelo contrário, houve vontade de continuar conhecendo o que não era lícito ao homem conhecer. É aí que a árvore proibida se torna realmente mortífera para a raça humana, pois dos seus ramos está o fruto da amarga sabedoria, que vem de satanás. A mulher se torna fêmea e, com o fermento do conhecimento satânico no coração, corrompe o companheiro, Adão. Aviltada, pois, a carne, corrompida a moral, degradado o espírito, eles passaram a conhecer a dor e a morte do espírito, sem a graça, e morte da carne, sem a imortalidade. A ferida de Eva gerou o sofrimento, que não se aplacará, enquanto não se extinguir a vida do último casal, sobre a terra.

EMF 17.12

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eva vai até à árvore, da qual receberia o bem, ao evitá-la, ou o mal, aproximando-se dela. Ela é arrastada por uma curiosidade infantil que deseja ver o que a árvore tem de especial. É levada pela imprudência, que lhe faz conceber o mandamento de Deus como inútil, pois se sente forte e pura, rainha do Éden, no qual tudo lhe obedece, onde nada lhe fará mal. Esta presunção causa sua ruína. A presunção é um fermento da soberba.

Junto à árvore, ela encontra o sedutor, que se aproveita da sua inexperiência, daquela inexperiência virgem e bela, tão mal protegida por ela mesma, para cantar-lhe a canção da mentira: “Crês tu que isso seja um mal? Não. Deus te disse isso porque vos quer conservar escravos do seu poder! Pensais que sois reis? Nem liberdade tendes, como a têm os animais. Pois aos animais foi concedido que se amem com verdadeiro amor. Mas a vós, não. Ao animal foi concedido tornar-se criador, como Deus. Ele gerará filhos e verá crescer sua família, à vontade. A vós, porém, é negada essa alegria. Porque, então, ser homem ou mulher, se tendes que viver desse modo? Sede deuses! Não sabeis que alegria é estarem ambos numa só carne, para que dessa união se crie uma terceira criatura, e depois muitas outras criaturas? Não acrediteis na promessa de Deus de que tereis alegria em vossos descendentes, vendo os vossos filhos criarem novas famílias, deixando pai e mãe, por causa delas. Deus vos deu apenas uma sombra de vida: a verdadeira vida é conhecer as suas leis. Então, sim, sereis semelhantes a deuses e podereis dizer a Deus: ‘Somos iguais a ti’.”

E a sedução continuou, porque não houve vontade de acabar com ela, pelo contrário, houve vontade de continuar conhecendo o que não era lícito ao homem conhecer. É aí que a árvore proibida se torna realmente mortífera para a raça humana, pois dos seus ramos está o fruto da amarga sabedoria, que vem de satanás. A mulher se torna fêmea e, com o fermento do conhecimento satânico no coração, corrompe o companheiro, Adão. Aviltada, pois, a carne, corrompida a moral, degradado o espírito, eles passaram a conhecer a dor e a morte do espírito, sem a graça, e morte da carne, sem a imortalidade. A ferida de Eva gerou o sofrimento, que não se aplacará, enquanto não se extinguir a vida do último casal, sobre a terra.

EMF 17.16-19

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu chamei antes de “árvore metafórica.” Agora vou chamar de “árvore simbólica.” Talvez compreendais melhor. O símbolo é claro: assim como os dois filhos de Deus procederam a respeito desta árvore, se entende como estava neles a tendência para o Bem ou para o Mal. Como a água régia prova o ouro, a balança do ourives pesa os quilates de ouro, aquela árvore tinha assumido uma “missão” pela ordem de Deus a seu respeito, dando a medida de pureza do metal que era Adão e Eva.

17.17 Estou já ouvindo a vossa objeção: “Não foi rigorosa demais a condenação, e pueril o meio usado para condená-los?”

Não foi. Uma vossa desobediência hoje, que sois os herdeiros de Adão e Eva, é menos grave do que a deles. Vós fostes redimidos por Mim. Mas o veneno de satanás continua sempre pronto a se reerguer, como certas doenças que nunca saem totalmente do sangue. Os dois progenitores eram possuidores da graça, sem nunca terem sido nem tocados pela desgraça. Por isso eram mais fortes, mais amparados pela graça, que gerava neles inocência e amor. O dom que Deus lhes havia dado era infinito. A queda deles, portanto, foi bem mais grave, não obstante aquele dom.

17.18 O fruto oferecido e comido também é simbólico. Era o fruto de uma experiência que se quis fazer contra a ordem de Deus, por instigação satânica. Eu não havia proibido o amor aos homens. Queria unicamente que se amassem sem malícia; como Eu os amava com a minha santidade. Eles deviam amar-se na santidade de afetos, sem sujarem-se com a luxúria.

17.19 Não se há de esquecer que a graça é luz e quem a possui conhece o que é útil e bom. Aquela que é cheia de graça conheceu tudo, porque a Sabedoria a instruía. A sabedoria é graça, e ela soube guiar-se santamente. Eva conhecia o que lhe era bom conhecer. Não mais do que isso, porque é inútil conhecer o que não é bom. Não teve fé nas palavras de Deus e não foi fiel à sua promessa de obediência. Acreditou em satanás, infringiu a promessa, quis saber o que não é bom e o amou sem remorso, fazendo com que o amor, que Eu lhe tinha dado como algo santo, se corrompesse, se aviltasse. Anjo decaído, rolou na lama e no esterco, enquanto poderia cor­rer feliz entre as flores do Paraíso terrestre, vendo florescer a prole ao redor de si, assim como uma árvore que se cobre de flores, sem precisar curvar sua copa sobre o brejo.

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Jesus dá o ditado e diz:

EMF 17.17

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Estou já ouvindo a vossa objeção: “Não foi rigorosa demais a condenação, e pueril o meio usado para condená-los?”

Não foi. Uma vossa desobediência hoje, que sois os herdeiros de Adão e Eva, é menos grave do que a deles. Vós fostes redimidos por Mim. Mas o veneno de satanás continua sempre pronto a se reerguer, como certas doenças que nunca saem totalmente do sangue. Os dois progenitores eram possuidores da graça, sem nunca terem sido nem tocados pela desgraça. Por isso eram mais fortes, mais amparados pela graça, que gerava neles inocência e amor. O dom que Deus lhes havia dado era infinito. A queda deles, portanto, foi bem mais grave, não obstante aquele dom.

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Jesus fala de Adão e Eva e da Queda.

EMF 17.18

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu não havia proibido o amor aos homens. Queria unicamente que se amassem sem malícia; como Eu os amava com a minha santidade. Eles deviam amar-se na santidade de afetos, sem sujarem-se com a luxúria.

EMF 17.19

O Evangelho como me foi revelado

Citação

17.19 Não se há de esquecer que a graça é luz e quem a possui conhece o que é útil e bom. Aquela que é cheia de graça conheceu tudo, porque a Sabedoria a instruía. A sabedoria é graça, e ela soube guiar-se santamente. Eva conhecia o que lhe era bom conhecer. Não mais do que isso, porque é inútil conhecer o que não é bom. Não teve fé nas palavras de Deus e não foi fiel à sua promessa de obediência. Acreditou em satanás, infringiu a promessa, quis saber o que não é bom e o amou sem remorso, fazendo com que o amor, que Eu lhe tinha dado como algo santo, se corrompesse, se aviltasse. Anjo decaído, rolou na lama e no esterco, enquanto poderia cor­rer feliz entre as flores do Paraíso terrestre, vendo florescer a prole ao redor de si, assim como uma árvore que se cobre de flores, sem precisar curvar sua copa sobre o brejo.

EMF 22.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

22.2 Sofri muito. Tu não sofres…

– Eu não. Nunca estive tão bem.

– Como não haveria de ser assim?! Tu… em ti não há mancha, se Deus te escolheu para seres sua mãe. É por isso que não estás sujeita aos sofrimentos de Eva. Aquele que geras é Santo.

– Parece-me ter no coração uma asa, e não um peso. Parece-me ter dentro de mim todas as flores e todos os passarinhos que cantam pela primavera, todo o mel, todo o sol… Oh! Eu estou feliz!

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Elisabeth fala sobre a sua gravidez.

EMF 23.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Maria diz:

– Se a minha presença santificou o Batista, não tirou a Isabel a condenação que deriva de Eva: “Tu darás à luz os filhos com dor”, havia dito o Eterno.

Somente eu, sem mancha, e que não tinha tido união com homem, é que fui isenta de dar à luz com dor. A tristeza e a dor são frutos da culpa. Eu, que era a inculpável, tive que conhecer também a dor e a tristeza, porque eu era a co-redentora. Mas não conheci a dor, ao dar à luz. Eu não senti essa dor.

EMF 27.1

O Evangelho como me foi revelado

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27.1 Vejo ainda a casa de Nazaré e o pequeno quarto onde habitualmente Maria toma as suas refeições. Agora ela está trabalhando em uma tela branca. Pára seu trabalho para acender um candeeiro, porque a tarde vem chegando, e ela não está mais enxergando bem, com essa luz esverdeada que está entrando pela porta semi-aberta, do lado do pomar. Maria também fecha a porta.

Vejo como já está volumosa de corpo. Mas ainda muito bonita. Seu passo é sempre ligeiro, e gentis são todos os seus gestos. Não há nada daquele peso próprio da mulher, que está perto de dar à luz. Só no rosto é que ela está mudada. Agora é “a mulher.” Antes, no tempo da Anunciação, era uma jovenzinha de rosto sereno e inocente: um rosto inocente de criança. Depois, na casa de Isabel, no momento do nascimento do Batista, seu rosto já se apresentava com uma graça mais madura. Agora é um rosto sereno, mas docemente majestoso, da mulher que atingiu sua plena perfeição na maternidade.

Não faz lembrar mais a sua querida “Annunziata” de Florença, pai. Quando eu era pequena, a reconhecia ali.

Agora, o rosto está mais longo e magro, e os olhos mais pensativos e maiores. Em suma, é como Maria hoje no Céu. Porque ela retomou o aspecto e a idade do momento em que nasceu o Salvador.

A sua eterna juventude, a qual não só não conheceu a corrupção mortal, mas nem mesmo murchou com o passar dos anos. O tempo não teve ação sobre ela, a nossa rainha e mãe do Senhor, que criou o tempo. Nos tormentos da Paixão (tormentos que começaram para ela muito antes, pois eu diria que começaram desde o início da evangelização de Jesus) ela apareceu envelhecida, mas esse enve­lhecimento era como um véu colocado pela dor sobre a sua incorruptível pessoa. De fato, desde o momento em que reencontra Jesus ressuscitado, ela se torna novamente a criatura cheia de vida e perfeita, que era antes da Paixão, como se tendo beijado as Santíssimas Chagas, tivesse bebido nelas um elixir de juventude, que anulou a ação do tempo e, mais ainda do que isto, anulou a ação da dor. Também há oito dias que eu vi a descida do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, vi Maria “extraordinariamente bela, e de repente rejuvenecida”, como escrevi, e como tinha escrito antes: “Ela parece um anjo azul.” Os anjos não conhecem velhice. São eternamente belos com eterna juventude, do eterno presente que é Deus e que eles refletem em si.

A juventude angélica de Maria, o anjo azul, se completa e atinge a idade perfeita (idade que ela levou consigo para os céus, e que conservará para sempre em seu santo corpo glorificado, quando o Espírito adorna a sua esposa, coroando-a diante dos olhos de todos) Agora ela não está mais no segredo de um quarto desconhecido pelo mundo, sendo testemunhada apenas por um arcanjo.

Quis fazer esta digressão, porque me pareceu necessária. Agora volto à descrição.

Maria, pois, tornou-se verdadeiramente “mulher”, cheia de dignidade e de graça. Até seu sorriso é diferente, por sua doçura e majestade. Como é bela!

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Descrição física de Marie

EMF 29.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu, Maria, redimi a mulher com a minha maternidade divina. Mas isso não foi mais que o início da redenção da mulher. Negando-me a quaisquer esponsais pelo voto de virgindade, eu tinha rejeitado todo prazer de concupiscência, e merecido a graça de Deus. Isso, porém ainda não bastava. Porque o pecado de Eva era uma árvore de quatro ramos: soberba, avareza, gula e luxúria. Todos os quatro deviam ser cortados, a fim de esterilizar a árvore desde as raízes.