Ir para o conteúdo

Notas do tema

Deus

Página 91 de 112

Conforto de leitura

Aa

EMF 182.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Amai-vos uns aos outros, e amai este menino. Cada um de vós deve sentir-se um pouco como pai deste órfão. A presença de um menino entre vós sirva para moderar todos os vossos atos com o freio santo do respeito para com a criança. E a vossa presença junto a ele sirva para substituir o pai que a morte lhe tirou. É preciso amar ao próximo. Este pequeno é para vós o próximo que Deus vos confia de um modo especial. Educai-o para que seja bom e cheio de fé, para que seja honesto e sem vícios. Ele é muito mais do que uma destas ovelhas. Pois bem. Se vós tomais cuidado delas, porque são do patrão, que vos castigaria se deixásseis que elas se perdessem, quanto mais deveis tomar cuidado desta alma que Deus vos confia, em nome dele e do pai morto. A condição de órfão em que ele está é bem triste. Não a torneis ainda mais pesada, querendo aproveitar-vos de sua condição de pequenino só para fazê-lo trabalhar. Pensai que Deus está vendo os atos e as lágrimas de cada homem, e toma nota de tudo para premiar e para punir.

E tu, menino, lembra-te de que não estás nunca sozinho. Deus te vê e a alma do teu pai também. Quando alguma coisa te perturbar, ou te aconselhar a fazer o mal, dize assim: “Não. Não quero ser órfão para sempre.” E tu o serias, se condenasses o teu coração, pecando.

Detalhe

Jesus fala a uns pastores que estão a cuidar de um jovem órfão.

EMF 182.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu vos abençôo para que todo bem esteja convosco.

Palavras-chave

EMF 184.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Escutai.

Em vós há uma dúvida sobre a conversão de Maria para o Bem. Nenhum sinal nela dá a entender que ela queira dar passos nesse sentido. Descarada e desavergonhada, ela, consciente de sua posição e de seu poder, já ousou até desafiar as pessoas, como quando foi até à soleira de uma porta, onde se estava chorando por causa dela. A uma censura de Pedro, ela respondeu ainda com uma risada. Ao meu olhar, que a convida, respondeu com uma atitude de soberba. Vós talvez teríeis querido, uns por amor para com Lázaro, outros por amor para comigo, que Eu falasse a ela diretamente, numa conversa demorada com ela, para dominá-la com o meu poder e mostrando assim a minha força de Messias Salvador. Não. Não é preciso tudo isso. Eu o disse[1] a uma pecadora, há muitos meses. As almas devem agir por si mesmas. Eu passo, jogando a semente. Em segredo, a semente trabalha. E a alma fica respeitada nesse trabalho. Se a primeira semente não vingar, semeia-se uma segunda, depois outra… e só nos retiramos dali, quando tivermos provas suficientes de que o semear ali é inútil. E se reza. A oração é como um orvalho sobre as glebas: ela as conserva fofas e nutridas, a fim de que a semente possa germinar.

Detalhe

Jesus fala de Maria Madalena, que não parece estar convertida. Fala de Lázaro e de Aglaia e do seu poder de Messias, e depois do trabalho das almas sobre si próprias.

Anotação

Há alguns meses, disse isto a respeito de outra pecadora. Para Aglaé, a mulher velada de Belle-Eau. Ver EMV 79.6.

EMF 184.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Agora escutai a parábola do trabalho de Deus nos corações, para fundar neles o seu Reino. Porque cada coração é um pequeno Reino de Deus na terra. Mais tarde, depois da morte, todos esses pequenos reinos se aglutinarão em um só, no incomensurável, santo e eterno Reino dos Céus.

O Reino de Deus nos corações é criado pelo Divino Semeador. Ele vai aos seus terrenos, — pois o homem é de Deus e, por isso, cada homem inicialmente, é dele — e ali espalha a sua semente. Depois vai para outros terrenos, para outros corações. Os dias vêm depois das noites, e as noites depois dos dias. Os dias trazem sol ou chuvas e, neste caso, raios do amor divino e a efusão da Divina Sabedoria, que fala ao espírito. As noites trazem estrelas e silêncio repousantes: em nosso caso são os chamados luminosos de Deus e o silêncio para o nosso espírito, a fim de que a alma possa entrar em recolhimento e medite.

A semente, nessa sucessão de atos providenciais, imperceptíveis e poderosos, se incha, se fende, lança raízes, firma-se no terreno, solta as primeiras folhinhas, e cresce. Tudo isso ela faz sem ajuda do homem. A terra, espontaneamente, faz nascer da semente a erva, depois a erva se torna forte e capaz de sustentar a espiga que já vem saindo; depois essa espiga se ergue, se entumece, endurece, torna-se loira, perfeita e bem granada. Quando fica de todo madura, o semeador volta para passar-lhe a foice, porque para aquela semente chegou o tempo da perfeição. Não poderia ela evoluir mais, e por isso é colhida.

Nos corações minha palavra faz esse mesmo trabalho. Eu falo dos corações que dão acolhida à semente. Mas o trabalho neles é lento. É preciso não estragar tudo pelo atabalhoamento. Que esforço faz a pequena semente para fender-se e para fincar suas raízes na terra! Até para um coração duro e selvagem, é penoso um trabalho destes. Ela precisa abrir-se, deixa-se revirar, acolher coisas novas, cansar-se em alimentá-las, ter aparências diferentes, porque está coberta só com coisas humildes, mas úteis, e não com as mais atraentes, pomposas e exuberantes, que a cobriam antes. Deve contentar-se em trabalhar com humildade, sem atrair a admiração, mas sim para o que for útil dentro do Plano divino. Deve fazer uso de todas as suas capacidades, para crescer e formar a espiga. Deve abrasar-se de amor, para tornar-se grão. E quando, depois de ter superado os respeitos humanos, que são tão molestos, depois de ter-se cansado e sofrido, depois de ter-se acostumado à sua nova veste, ei-la precisando despojar-se dela, por meio de um corte sem piedade. É dar tudo para ter tudo. Ficar despojada para ser revestida no Céu com a estola dos Santos. A vida do pecador, que se torna santo, é o mais longo, o mais heróico e glorioso dos combates. Eu vo-lo digo.

Anotação

Evangelho de Marcos 4, 26-32

Mc 4,26-32 : Ele disse: "O reino de Deus é semelhante a um homem que lança a semente à terra: de noite e de dia, quer durma quer se levante, a semente brota e cresce, não se sabe como. A terra produz, por si mesma, primeiro a erva, depois uma espiga de milho e, por fim, uma espiga de trigo cheia. E logo que o trigo está maduro, ele mete-lhe a foice, porque chegou o tempo da ceifa". E prosseguiu: "A que havemos de comparar o reino de Deus? Que parábola podemos usar para o representar? É como um grão de mostarda: quando o semeais, é a mais pequena de todas as sementes. Mas, quando o semeais, cresce e ultrapassa todos os vegetais; e estende longos ramos, de modo que as aves do céu podem fazer os seus ninhos à sua sombra".