EMF 89.1
O Evangelho como me foi revelado
Tradução em curso
Notas da palavra-chave
Conforto de leitura
EMF 89.1
Tradução em curso
EMF 109.6-7
Tradução em curso
EMF 109.8-15
EMF 185.1-6 · Volume 3
185.1 Agora que todos estão dormindo, eu vou lhe contar a minha alegria.
Eu “vi” o Evangelho de hoje. Imagine que esta manhã, ao lê-lo, eu disse a mim mesma: “Eis um episódio evangélico que eu nunca chegarei a ver, porque ele pouco se presta para ser objeto de uma visão.” Ao contrário, quando menos eu estava pensando nele, justamente ele é que veio encher-me de alegria.
185.2 Eis aqui o que vi.
Um barco à vela, não grande demais, mas também não pequeno, um barco de pesca, dentro do qual poderiam comodamente mover-se cinco ou seis pessoas, vai sulcando as águas de um belo lago de uma cor azul intensa.
Jesus está dormindo na popa. Está vestido de branco, como de costume. Está com a cabeça encostada no braço esquerdo e, por baixo do braço e da cabeça, colocou o seu manto azul-escuro, dobrado em muitas dobras. Está sentado (não deitado) no fundo do barco, apoiando a cabeça naquela parte do tablado, que fica na extremidade da popa. Não sei que nome lhe dão os marinheiros. Dorme tranquilamente. Está muito cansado. Está tranquilo.
Pedro está no timão, André se encarregou das velas, João e mais dois outros, que eu não sei quem são, estão pondo em ordem as amarras e as redes no fundo do barco, como se tivessem a intenção de preparar-se para uma pesca, talvez à noite. Eu diria que já está chegando a tarde, pois o sol já vai descendo no ocidente. Os discípulos todos estão com as suas túnicas sungadas, fazendo que elas fiquem parecendo bolsas ao redor da cintura, presas por meio de um cinto, a fim de que eles possam ficar mais livres em seus movimentos,e para poderem passar para cá e para lá pelo barco, por cima dos remos e dos bancos, dos cestos e das redes, sem que as vestes os estorvem. Todos tiraram os seus mantos.
185.3 Vejo que o céu está escurecendo e que o sol vai-se escondendo atrás de nuvens negras de temporal, que apareceram de repente, surgindo por detrás da extremidade de uma colina. O vento as impele velozmente para o lago. Por enquanto, o vento está alto e o lago ainda se conserva tranquilo, só que vai ficando mais escuro e sua superfície começa a enrugar-se. Ainda não se formaram ondas, mas as águas já começam a encrespar-se.
Pedro e André observam o céu e o lago e predispõem as manobras para o acostamento à margem.
Mas o vento irrompe sobre o lago e, em poucos minutos, tudo ferve e espuma. São ondas, que se chocam umas contra as outras, que batem contra o barco, levam-no até o alto e o tornam a baixar, torcem-no para todos os lados, impedem as manobras com o timão, ao mesmo tempo que o vento não deixa que se possa fazer uso da vela, que é arriada.
Jesus dorme. Nem os passos dos apóstolos, nem suas vozes excitadas, e nem mesmo o chocar-se das ondas contra os lados e a proa, conseguem despertá-lo. Seus cabelos esvoaçam ao vento e alguns borrifos de água o atingem. Mas Ele dorme. João, da proa, vai correndo até a popa e o cobre com seu manto, que ele tirou de debaixo do tablado. E o cobre com um delicado amor.
A tempestade se torna cada vez mais perigosa. O lago está escuro, como se nele se tivesse derramado tinta, estriado pela espuma das ondas. O barco começa a encher-se de água e cada vez mais e é empurrado pelo vento para o mar alto. Os discípulos suam nas manobras e no jogar fora do barco a água que as ondas nele despejam. Mas nada adianta. Chapinham com suas pernas até a metade dentro d’água e a barca vai ficando cada vez mais pesada.
185.4 Aí Pedro perde a calma e a paciência. Entrega a seu irmão o timão e, cambaleando, vai até Jesus, e o sacode vigorosamente.
Jesus acorda e levanta cabeça.
– Salva-nos, Mestre, estamos para perecer! –lhe grita Pedro (é preciso gritar para se fazer ouvir).
Jesus olha fixamente para o seu discípulo, olha para os outros, e depois olha para o lago.
– Crês que Eu vos possa salvar?
– Vamos logo, Mestre –grita Pedro, enquanto uma verdadeira montanha de água, que veio lá do centro do lago, se dirige velozmente para o pobre barco. Parece mais uma tromba d’água, de tão alta e espantosa que é.
Os discípulos, que a estão vendo chegar, se ajoelham e se agarram onde e como podem, certos de que já chegou o seu fim.
Jesus se levanta. Fica de pé sobre o tablado da proa. É uma figura toda de branco sobre a cor de chumbo da tempestade. Ele estende os braços para o vagalhão, e diz ao vento:
– Firma-te e cala-te
E à água:
– Aquieta-te. Eu o quero.
E o vagalhão se desfaz em espuma, que cai sem fazer nenhum mal, dando um último rugido, que vai se atenuando até tornar-se um leve murmúrio, enquanto que o vento se transformava em um assobio e, depois, num último suspiro. E, sobre o lago, agora em paz, volta a serenidade do céu, a esperança e a fé nos corações dos discípulos.
Não posso descrever a majestade de Jesus. É necessário vê-la para a compreender. Com alegria a contemplo em meu interior, porque me está presente neste momento e fico pensando como era tranquilo aquele sono de Jesus e quão poderoso o seu império sobre os ventos e as ondas!
185.5 Jesus diz depois:
– Eu não comento para ti o Evangelho, no sentido em que todos o comentam. Eu te esclareço sobre o que vem antes da passagem evangélica. Por que é que Eu estava dormindo? Será que Eu não sabia que a borrasca estava para desabar? Sim, Eu o sabia. Só Eu o sabia. E, então por que dormia?
Os apóstolos eram homens, Maria. Animados de boa vontade, mas ainda tão “homens.” O homem se crê sempre capaz de tudo. E, quando ele é realmente capaz de uma coisa, age com uma conduta muito briosa e arrogante, confiando em sua “capacidade.” Pedro, André, Tiago e João eram bons pescadores e, por isso, se julgavam insuperáveis nas manobras como marinheiros. Eu para eles era um grande Rabi; mas, como marinheiro, era um nada.
Por isso Me julgavam incapaz de ajudá-los e, quando subiam ao barco, para atravessar o Mar da Galileia, me pediam sempre que ficasse sentado, pois Eu não era capaz de fazer nenhuma outra coisa. É verdade que também o afeto deles era causa disso, porque não queriam que Eu me cansasse em trabalhos braçais. Mas a arrogância deles por sua capacidade superava até o seu afeto. Eu não me imponho, Maria, a não ser em casos excepcionais. Geralmente, Eu vos deixo livres, e espero. Naquele dia, cansado e tendo-me eles sugerido que descansasse, isto é,que deixasse que eles fizessem as manobras, pois eles tinham tanta prática, então Eu me pus a dormir. Ao meu sono estava misturada também a constatação de como o homem é “homem” e quer fazer tudo por si mesmo, sem perceber que Deus nada pede, a não ser ajudá-lo. Eu via naqueles “surdos espirituais”, naqueles “cegos espirituais” todos os surdos e cegos do espíritos, que, através de séculos e mais séculos, se arruinariam “por quererem fazer tudo por si mesmos”, quando eles tinham a Mim, inclinado sobre as necessidades deles, à espera de ser chamado por eles, para ajudá-los.
Quando Pedro gritou: “Salva-nos!”, minha angústia cessou, como cai uma pedra que se solta no ar. Eu não sou “homem”, sou o Deus-Homem. Não atuo como vós atuais. Vós, quando alguém rejeitou vosso conselho ou vossa ajuda, e o vedes depois em dificuldades, ainda que não sejais tão maus para vos alegrardes com aquilo, sempre o sois para ficardes desdenhosamente indiferentes olhando para ele, sem vos comoverdes com o seu grito de ajuda
E, com este modo de proceder, vós lhe estais querendo dizer: “Quando eu queria te ajudar, tu não o quiseste? Pois agora, vira-te!” Mas Eu sou Jesus. Sou o Salvador. E, de fato, Eu salvo, Maria. Salvo sempre, mal Me invocam.
185.6 Os pobres homens poderiam objetar: “E então, por que permites que se formem tempestades isoladas ou generalizadas?”
Se Eu, com o meu poder destruísse o Mal, qualquer que ele fosse, vós chegaríeis a acreditar que sois autores do Bem, o que na realidade seria um dom meu, e nunca mais vos lembraríeis de Mim. Nunca mais. Tendes necessidade da dor, ó meus pobres filhos, para fazer-vos lembrar de que tendes um Pai. Foi assim que aconteceu com o filho pródigo, que só se lembrou de que tinha um pai, quando a fome o afligiu.
As desventuras servem para que persuadidos do vosso nada: da vossa insensatez, que é a causa de tantos erros, da vossa maldade, que é causa de tantos lutos e dores; das vossas culpas, causa de punição, que dais a vós mesmos; e da Minha existência, do meu poder e da Minha bondade. Isto é o que vos diz o Evangelho de hoje. É o “vosso” Evangelho da presente hora, meus pobres filhos.
Chamai-Me. Jesus só dorme quando está angustiado, ao ver-se não amado por vós. Chamai-Me e virei.
[…].
Agora que todos estão a dormir, gostaria de partilhar convosco a minha alegria. Eu "vi" o Evangelho de hoje. As catequeses diárias de Maria Valtorta, registadas na série dos "Cadernos", começaram em abril de 1943, mas as visões do Evangelho só começaram verdadeiramente em janeiro de 1944. Esta é, portanto, uma das primeiras visões. Lembrem-se que não estão por ordem cronológica.
Jesus está a dormir na popa. Na popa do barco.
Jesus levanta-se, de pé na prateleira da proa. O seu rosto branco destaca-se da tempestade lívida. Estende os braços para as ondas e diz ao vento: "Pára e cala-te" e à água: "Acalma-te. Quero que te acalmes. Segundo M.L., um leitor, este episódio da tempestade acalmada pode ser comparado com o Salmo 106 (hebraico 107), 23-30. Esta ligação deve ter estado depois presente no espírito dos apóstolos que, tal como os seus contemporâneos, conheciam de cor os Salmos. Este facto vem iluminar ainda mais os comentários de Jesus a Maria Valtorta.
Evangelho de Mateus 8, 23-27
Mt 8, 23-27: Quando Jesus entrou no barco, os seus discípulos seguiram-no. E eis que o mar ficou tão agitado que o barco foi coberto pelas ondas. Mas Jesus estava a dormir. Os discípulos foram ter com ele e acordaram-no, dizendo: "Senhor, salva-nos! Senhor, salva-nos! Estamos perdidos! Mas ele respondeu-lhes: "Porque temeis tanto, homens de pouca fé? Então Jesus levantou-se e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se uma grande bonança. As pessoas ficaram admiradas e disseram: "Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?
Evangelho de Marcos 4, 37-41
Mc 4,37-41 : Houve uma tempestade violenta. As ondas batiam contra o barco, que já estava a encher-se. Jesus estava a dormir na almofada da popa. Os discípulos acordaram-no e disseram-lhe: "Mestre, estamos perdidos; não te importas? Despertado, ameaçou o vento e disse ao mar: "Silêncio, cala-te!" O vento amainou e fez-se uma grande calma. Jesus disse-lhes: "Porque tendes tanto medo? Ainda não tendes fé? Eles ficaram com muito medo e diziam uns aos outros: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
Evangelho de Lucas 8, 23-25
Lc 8, 23-25 : Enquanto navegavam, Jesus adormeceu. O lago foi invadido por uma tempestade. Ficaram submersos e em grande perigo. Os discípulos foram ter com ele e acordaram-no, dizendo: "Mestre, mestre! Estamos perdidos! E ele acordou e repreendeu o vento e as ondas turbulentas. As ondas acalmaram-se e houve paz. Então Jesus perguntou-lhes: "Onde está a vossa fé? Cheios de medo, ficaram espantados e diziam uns aos outros: "Quem é este que dá ordens até aos ventos e às ondas, e eles obedecem-lhe?
EMF 190.1-3 · Volume 3
Começou o pôr do Sol com um céu avermelhado, na hora em que Jesus já ia também começando a ver os campos de Jocanã.
– Apressemos o passo, meus amigos, antes que o sol desapareça. E tu, Pedro, vai, com o teu irmão, avisar aos nossos amigos, os de Doras.
– Eu vou lá, sim, também para poder ver se o filho está mesmo fora.
Pedro diz a palavra “filho” de tal modo, que só ela vale por um longo discurso. E lá se vai.
Enquanto isso, Jesus vai andando mais devagar, olhando ao seu redor, para ver se enxerga algum dos camponeses de Jocanã. Mas só se vêem os campos férteis, com as espigas já bem formadas.
Finalmente, lá do lugar do trabalho, onde estão limpando o vinhedo, levanta-se um rosto suado, e de lá vem um grito:
– Oh! Senhor bendito! –e o camponês sai correndo para fora do vinhedo e vai prostrar-se diante de Jesus.
– A paz esteja contigo, Isaías!
– Oh! Até de meu nome te recordas?
– Eu o tenho escrito no coração. Levanta-te. Onde estão os teus companheiros?
– Estão lá pelos pomares. Mas vou avisá-los agora mesmo. Vais ser nosso hóspede, não é? O patrão não está e poderemos fazer-te uma festa. E, depois, um pouco pelo medo, um pouco pela alegria se tornou melhor. Imagina! Ele até nos deu o cordeiro este ano e nos permitiu ir ao Templo! Ele nos deu apenas seis dias… mas nós correremos pela estrada… Nós também em Jerusalém… Imagina só!…. E devemos isso a Ti.
O homem subiu até o sétimo céu, pela alegria de ter sido tratado como homem e como israelita.
– Eu nada fiz, que eu saiba… –diz Jesus sorrindo.
– Como, não? Pois fizeste. Doras, e depois os campos de Doras e estes, ao contrário, tão bonitos este ano! Jocanã soube da tua vinda, e ele não é bobo. Ele tem medo e… e tem medo.
– De quê?
– Medo de que lhe aconteça o que aconteceu a Doras, tanto em sua vida como em seus bens. Já viste os campos de Doras?
– Estou vindo de Naim…
– Então, não viste. Estão todos arruinados (O homem diz isso em voz baixa, mas destacando bem as palavras, como quem quer confidenciar uma coisa horrível em segredo). Todos arruinados. Não há feno, nem cereais, nem frutas. As videiras secaram, os pomares secaram… Morto… Tudo está morto… como em Sodoma e Gomorra… Vem, vem, que te mostro tudo.
– Não é preciso. Eu vou até aqueles camponeses…
– Mas não estão mais lá. Então, não ficaste sabendo? Ele os espalhou, ou mandou embora a todos, Doras, filho de Doras, e os que ele espalhou pelos outros lugares das campinas deles têm a obrigação de não falar de Ti, sob pena de açoites… Ora, que não falem de Ti! Vai ser difícil! Até Jocanã nos disse isso.
– Que foi que ele disse?
– Ele disse assim: “Eu não quero ser tão estulto como Doras, e não vos digo: ‘Não quero que faleis do Nazareno’. Seria inútil, porque vós o faríeis do mesmo modo, e eu não vos quero perder, matando-vos como uns animais debaixo dos açoites. Mas eu vos digo: ‘Sede bons, como certamente o Nazareno vos ensina, e dizei-lhe que eu vos trato bem’. Pois eu não quero ser também um amaldiçoado.” Ele está vendo bem o que está acontecendo com estes campos, depois que Tu os abençoaste, e o que são aqueles outros campos, depois que Tu os amaldiçoaste.
190.2
Oh! Ali estão aqueles que me araram o campo[1]… –e o homem vai correndo ao encontro de Pedro e André.
Mas Pedro o saúda brevemente, e continua o seu caminho, depois grita:
– Oh! Mestre! Não há mais nenhum. São todos rostos novos. Tudo está devastado. Em verdade, ele poderia até deixar de ter camponeses por aqui. Aqui é pior do que no Mar Salgado!…
– Eu sei. Isaías me disse.
– Mas, vem ver! Que vista!…
Jesus o contenta, dizendo primeiro a Isaías:
– Agora estarei convosco. Avisa aos companheiros. E não vos incomodeis. Comida, Eu tenho. Basta-nos um feneiro para dormirmos e o vosso amor. Eu irei logo.
A vista dos campos de Doras é realmente desoladora. Campos e prados áridos e nus, secos os vinhedos, destruídas as folhagens e os frutos nas árvores por milhões de insetos de toda espécie. Também perto da casa o jardim-pomar mostra o aspecto desolado de um bosque que está morrendo. Os camponeses andam para cá e para lá, arrancando ervas más, esmagando lagartas, lesmas e semelhantes, sacudindo os ramos e segurando por debaixo deles bacias cheias de água, para afogar as pequenas borboletas, os pulgões e outros parasitas, que estão por cima das folhas que sobraram, e que chupam a planta até fazê-la morrer. Procuram um sinal de vida nos sarmentos dos vinhedos. Mas estes se despedaçam de secos, mal são tocados e, às vezes, se quebram na base, como se uma serra lhes tivesse cortado as raízes. O contraste com os campos de Jocanã, com os vinhedos e pomares dele, é muito forte; a desolação dos campos malditos sempre se torna mais violenta, se for comparada com a fertilidade dos outros.
– Quão pesada é a mão do Deus do Sinai –murmura Simão Zelotes.
Jesus faz um sinal como para dizer: “Oh, se é!” Mas não diz nada. Somente faz esta pergunta:
– Como é que aconteceu isto?
Um dos camponeses responde por entre dentes:
– Toupeiras, gafanhotos, vermes… Mas, vai-te! O vigia é fiel a Doras… Não queiras nos prejudicar…
Jesus dá um suspiro, e vai-se embora.
Outro camponês diz, ficando inclinado para escorar uma macieira, na esperança de salvá-la:
– Nós iremos a Ti amanhã… quando o vigia for para Jezrael fazer a oração… iremos à casa de Miqueias…
Jesus faz um gesto de benção, e se vai.
190.3
Quando ele chega de volta à encruzilhada, lá estão todos os camponeses de Jocanã, festivos, felizes, e rodeiam o seu Mestre, levando-o às suas pobres casas.
– Viste o que há por lá?
– Eu vi. Amanhã virão os camponeses de Doras.
– Está bom, enquanto as hienas vão rezar… Fazemos assim todos os sábados… e falamos sobre Ti, pelo que ficamos sabendo por Jonas, por Isaac, que frequentemente vem nos ver, e pelo discurso de Tirsi. O que sabemos, falamos. Porque não se pode deixar de falar de Ti. E, quanto mais falamos, tanto mais se sofre e é proibido fazer isso. Aqueles pobres… cada sábado bebem a vida. Mas nesta planície, quantos há que tem necessidade de saber, pelo menos saber de Ti, e que não podem vir até aqui…
– Eu pensarei também neles. E vós, sede benditos, pelo que estais fazendo.
O Sol vai entrando, enquanto Jesus também entra numa cozinha esfumaçada. Começa o repouso do sábado.
"O homem corre ao encontro de Pedro e André. Cf. EMV 109.4: Pedro e André, Tiago e João, que tomaram o lugar dos lavradores para poderem escutar a palavra de Jesus.
O Deus do Sinai tem uma mão pesada. Uma referência direta às palavras de Jesus em EMV 109.12.
Falamos de Ti, com o que aprendemos de Jonas, de Isaac, que vem muitas vezes ter connosco, e do teu discurso em Tisri. Cf. EMV 109.5.
EMF 191.8 · Volume 3
Não queirais ver no castigo destes campos uma palavra de ódio, ainda que os fatos o podiam justificar. Não leiais mal o milagre. Eu sou o Amor, e não o teria ferido. Mas, visto que o Amor não podia dobrar o Epulão cruel, Eu o abandonei à Justiça, e ela fez a vingança do mártir Jonas, e dos seus irmãos. Vós aprendei isto do milagre. Que a Justiça está sempre vigilante, até quando parece estar ausente, e que, sendo Deus o Senhor de todas as criaturas, pode servir-se, para a aplicação da Justiça, das mais pequeninas delas, como as lagartas e as formigas para morderem o coração do cruel e do avarento e fazê-lo morrer, ao vomitar o veneno que o sufoca.
Sobre o anátema nas terras de Doras.