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Notas da palavra-chave

Amor da Virgem Maria

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EMF 1.3 · Volume 1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eva também tinha sido criada sem mancha. Mas espontaneamente quis corromper-se. Maria, tendo vivido num mundo corrupto (Eva, ao contrário, vivera num mundo puro) não quis prejudicar a sua inocência nem mesmo com um pensamento voltado ao pecado. Sabia que o pecado existe. Viu os vultos diversos e horríveis. Viu todos, até o mais horrendo vício: o deicídio. Mas os conheceu para expiá-los e ser, eternamente, aquela que tem piedade dos pecadores e ora por suas redenções.

EMF 4.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Em abril, a terra da Palestina parecia um enorme jardim: as fragrâncias e as cores davam delícia ao coração dos homens. Mas a rosa mais bonita ainda era desconhecida. Ela já era florescente a Deus no segredo do ventre materno, já que minha mãe amou desde que foi concebida, mas só quando a videira dá o seu sangue para fazer vinho, e o perfume dos mostos, açucarado e forte, enche as eiras e as narinas, ela iria sorrir primeiro a Deus e depois ao mundo, dizendo com o seu sorriso super inocente: “Eis que a Videira, que vos dará o Cacho espremido na prensa, como Remédio eterno contra o vosso mal, está entre vós.”

Eu disse: “Maria amou desde que foi concebida.” O que dá ao espírito luz e conhecimento? A Graça. O que leva a Graça? O pecado de origem e o pecado mortal. Maria, aquela sem mácula, nunca foi despojada da lembrança de Deus, da sua proximidade, do seu amor, da sua luz, da sua sabedoria. Ela pôde por isto, compreender e amar até quando era apenas carne em torno de uma alma imaculada que sempre amou.

Palavras-chave

EMF 6.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

É o olho que olha para Deus com amor, tanto quando chora, como quando ri. Por amor de Deus acaricia e perdoa, tudo suportando. Por amor ao seu Deus se torna inatacável aos assaltos do Mal, que muitas vezes se serve dos olhos para penetrar no coração. O olha­r puro, repousante, benevolente, que têm os puros, os santos, os enamorados de Deus.

Eu disse: “A luz do teu corpo são os teus olhos. Se os olhos são puros todo o teu corpo estará iluminado. Mas se os olhos são turvos, toda a tua pessoa estará em trevas.” Os santos tiveram esse olho que é luz para o espírito e salvação para a carne, porque como Maria, durante toda a sua vida, não olharam senão para Deus. Ao contrário, eles sempre se lembraram de Deus.

Explicarei a ti, pequena voz, qual é o sentido desta minha pala­vr­a.

Detalhe

Jesus fala de Maria, dos santos e dos bem-aventurados.

Anotação

Evangelho de Mateus 6, 22-23

Mt 6,22-23 : A lâmpada do corpo é o olho. Se o teu olho for saudável, todo o teu corpo estará na luz; mas se o teu olho for mau, todo o teu corpo estará nas trevas. Portanto, se a luz que está em ti são trevas, quão grandes serão as trevas!

Evangelho de Lucas 11, 34-35

Lc 11,34-35 : A lâmpada do vosso corpo são os vossos olhos. Se o teu olho for saudável, todo o teu corpo estará na luz; se for mau, também o teu corpo estará nas trevas.

EMF 7.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Queria também ser pecadora, muito pecadora, se eu não temesse ofender ao Senhor… Diz-me, mamãe: pode-se ser pecadora por amor de Deus?

– Mas, que é isso que estás dizendo, meu tesouro? Eu não te estou compreendendo.

– Eu quero dizer: pecar, para poder ser amada por Deus, que se torna nosso Salvador. Salva-se quem se perdeu. Não é verdade? Eu quereria ser salva pelo Salvador, para ter o seu olhar de amor. Por isso, queria pecar, mas não fazer pecado que desgoste a ele. Como é que ele pode salvar-me, se eu não me perco?

Ana fica atordoada. Não sabe mais o que dizer.

Mas o socorro vem de Joaquim, que acabou de chegar, caminhando sobre a grama. Por trás da sebe de arbustos baixos, ele tinha se aproximado, sem fazer barulho.

– Ele te salvou antes, porque sabe que tu o amas, e queres amar somente a Ele. Por isso tu já estás redimida, e podes ser virgem como quiseres –diz Joaquim.

– É verdade, meu pai?

Maria se abraça aos joelhos do pai e olha para ele com as claras estrelas, que são os seus olhos, semelhantes aos do pai, e tão felizes por esta esperança que ele lhe está dando.

– É verdade, pequeno amor. Olha. Eu vinha te trazendo este passarinho, que tinha acabado de dar o seu primeiro vôo perto da fonte. Eu teria podido abandoná-lo, mas suas asas e suas perninhas, ainda fracas, não tinham forças para levantá-lo e sustentá-lo em um novo vôo, nem para conservá-lo firme sobre as pedras cobertas de musgo escorregadio. Ele teria caído n’água. Mas eu não fiquei esperando que isso acontecesse. Peguei-o, e o trouxe para ti. Com ele farás o que quiseres. O fato é que ele foi salvo, antes de cair no perigo. Pois foi isso mesmo que Deus fez contigo. Agora, diz-me, Maria: achas que eu amei mais ao pássaro, salvando-o, antes dele cair no perigo, ou eu o teria amado mais, se o salvasse depois?

– Assim é que o amaste mais, pois não deixaste que ele se machucasse, caindo na água gelada.

– Deus te amou mais, porque te salvou, antes que tivesses pecado.

– Então, eu também o amarei inteiramente. De todo o coração. Passarinho lindo, eu sou como tu. O Senhor nos amou de modo igual, dando-nos a salvação. Agora eu vou te criar, e depois te deixarei ir embora. E tu cantarás no bosque, e eu no Templo os louvores de Deus, e nós diremos: “Envia, envia o teu Prometido aos que o estão esperando.”

Detalhe

Maria, quando criança, decidiu ser virgem por amor a Deus e espera ser a serva da Mãe de Deus. Depois acrescenta:

Anotação

Pode-se ser pecador por amor a Deus? (...) Como pode ele salvar-me se eu não me perder?

Esta relação paradoxal entre o pecado e o amor agradecido ao Redentor encontra-se no Exultet pascal: Bendito o pecado do homem, que trouxe ao mundo angustiado o único Salvador!

São Paulo também cultiva este paradoxo por amor aos seus irmãos: Eu próprio gostaria de ser anátema para os judeus, meus irmãos de raça, separados de Cristo (Rm 9,3).

EMF 10.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

10.3 – Estavas rezando? A oração não te basta nunca?

– A oração poderia me bastar. Mas eu falo com Deus! Ana, não fazes uma idéia como eu O sinta próximo de mim. Mais do que próximo, sinto-O em meu coração. Deus me perdoe esta soberba. Mas eu não me sinto sozinha. Estás vendo? Lá, naquela casa de ouro e de neve, atrás da dupla Cortina, está o Santo dos santos. Nenhum olho, a não ser o do Sumo Sacerdote, pode fixar-se no Propiciatório sobre o qual repousa a glória do Senhor. Mas eu não preciso olhar, com toda a alma cheia de veneração, para aquele duplo Véu bordado, que se move com as ondas dos cantos das virgens e dos levitas, e guarda o perfume dos preciosos incensos, como para tentar perfurar sua urdidura, a fim de ver transparecer o Testemunho. Sim, também eu olho para ele! Não temas que eu não o olhe, cheia de veneração, como fazem todos os filhos de Israel. Não temas que o orgulho me cegue, a ponto de fazer-me pensar isto que estou te dizendo. Eu olho para ele. Não há nenhum servo humilde no povo de Deus que olhe com mais humildade para a Casa do Senhor, como eu, pensando ser a mais indigna de todos. O que eu vejo? Vejo um véu. O que deve estar atrás do Véu? Um Tabernáculo. O que há nele? Se olho em meu coração, eis que vejo Deus, que brilha em sua glória e amor, dizendo-me: “Eu te amo”, e eu Lhe digo: “Eu te amo” e sinto-me derreter, me deleito em cada palpitação do coração, neste beijo recíproco… Eu estou no meio de vós, mestras e companheiras queridas. Mas um círculo de fogo me separa de vós. Dentro do círculo estamos Deus e eu, que vos vejo, através do Fogo de Deus, e assim vos amo… Mas não posso amar-vos segundo a carne. Jamais poderei amar ninguém segundo a carne. Só posso amar a Este que me ama, segundo o espírito.

EMF 10.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

10.5 A Lei… Ora, Ana, não me digas que sou uma blasfemadora. Eu acho que a Lei está para ser mudada. Por quem, dirás tu, se a Lei é divina? Pelo único que a pode mudar. Por Deus. O tempo está mais perto do que pensais, eu vos digo. Porque, lendo Daniel, uma grande luz se fez em mim, partindo do fundo do meu coração, e minha mente compreendeu o sentido das palavras misteriosas. As setenta semanas serão abreviadas pelas orações dos justos. Foi mudado o número dos anos? Não. A profecia não mente. A medida do tempo profético não é o curso do sol e sim o da lua. Portanto, eu te digo: “A hora está perto, quando se ouvirá o vagido daquele que nasceu de uma Virgem.” Oh! Se esta Luz que me ama quisesse me dizer, já que me diz tantas coisas, onde está a feliz donzela que dará à luz o Filho de Deus, que dará o Messias ao seu povo! Caminhando descalça, percorreria a terra, e nem o frio, nem o gelo, nem a poeira, nem a canícula, nem as feras, nem a fome seriam para mim obstáculos para eu chegar perto dela e dizer-lhe: “Concede à tua serva e à serva dos servos de Cristo de viver sob o teu teto. Eu trabalharei o moinho e a prensa. Coloca-me como escrava ao lado do moinho, ou como pastora do teu rebanho, como a que limpa as fraldas do teu Filho, coloca-me em tuas cozinhas, junto aos teus fornos… coloca-me onde quiseres, mas me aceita! Que eu o possa ver! Que eu ouça a sua voz! Que dele eu receba um olhar.” Se ela não me quisesse, como mendiga à sua porta, eu haveria de viver de esmolas e de zombarias, ao ar livre, sujeita aos rigores do tempo, contanto que pudesse ouvir a voz do Messias menino, o eco dos seus risos, depois vê-lo caminhar… Talvez algum dia eu recebesse Dele a esmola de um pão… Oh! ainda que a fome me estivesse dilacerando as entranha­s, eu estivesse desfalecendo, depois de tanto tempo sem comer, eu não comeria aquele pão. Eu o conservaria como um saquinho de pérolas sobre o meu coração, e o beijaria para sentir o perfume da mão do Cristo. E já não sentiria mais fome nem frio, porque aquele contato me daria êxtase e calor, êxtase e alimento…

Detalhe

Maria falou com Ana de Fanuel e disse-lhe:

Anotação

Ao ler Daniel, surgiu em mim uma grande luz, que veio do fundo do meu coração, e o meu entendimento captou o significado destas palavras secretas. As setenta semanas serão encurtadas graças às orações dos justos. O número de anos será então alterado? Não, a profecia não mente. Mas a medida do tempo profético não se baseia no curso do sol, mas no da lua. É por isso que eu digo: "Está próxima a hora em que se ouvirá dizer que o filho de uma virgem anda errante. "Ver Daniel 9, 23-27.

Ah, se essa Luz que me ama me dissesse - já que ela me diz tantas coisas - onde está a virgem feliz que dará à luz um filho para Deus e o Messias para o seu povo! Estes sentimentos são atestados nas revelações feitas a Santa Isabel da Hungria (1207-1231). Dom Prosper Guéranger (1805-1875), abade de Solesmes, menciona-o no seu Année liturgique, a 9 de dezembro: "Com apenas três anos, ela (a Virgem Maria) já estava iniciada nos segredos do amor divino. Levantava-me sempre a meio da noite - diz ela mesma numa revelação a Santa Isabel da Hungria - e dirigia-me ao altar do Templo, onde pedia a Deus que observasse todos os preceitos da sua Lei e suplicava-lhe que me concedesse as graças necessárias para lhe ser agradável. Acima de tudo, pedi-lhe que me mostrasse o tempo em que viveria esta Virgem Santíssima, que ia dar à luz o Filho de Deus. Supliquei-lhe que conservasse os meus olhos para a ver, a minha língua para a louvar, as minhas mãos para a servir, os meus pés para caminhar à sua ordem, os meus joelhos para adorar o Filho de Deus nos seus braços".

Santa Teresa do Menino Jesus alude a isto nas suas cartas: "Outrora, na tua humildade, desejavas ser um dia a pequena serva da Virgem feliz, que teria a honra de ser a Mãe de Deus" (Carta de 19 de outubro de 1892 a Céline, no dia da sua festa(LT 137).

Livro de Daniel 9, 23-27

Dn9, 23-27 : Desde o início da tua oração, foi-te dirigida uma palavra, que eu vim dar-te a conhecer, porque és um homem favorecido por Deus. Por isso, presta atenção à palavra e compreende a visão. Setenta semanas foram determinadas para o teu povo e para a tua cidade santa, para selar a prevaricação, selar os pecados e fazer expiação da iniquidade, e trazer a justiça eterna, selar a visão e o profeta e ungir o Santo dos Santos. Sabei, pois, e entendei: desde a saída da palavra para edificar Jerusalém até ao ungido, ao príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas; e ela será edificada, em pé e grávida, na aflição dos tempos. E depois de sessenta e duas semanas, o ungido será cortado, e não haverá quem o substitua. E o povo de um príncipe que há-de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será o dilúvio, e até ao fim haverá guerra, o que está decretado para a devastação. Ele fará uma aliança firme com um grande número por uma semana, e no meio da semana interromperá o sacrifício e a oblação, e um destruidor virá sobre a asa das abominações, até que a destruição e o que foi decretado sejam derramados sobre os devastados.

EMF 11.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

« Há quantos anos que fizeste essa promessa de virgindade?

– Desde sempre, penso. Ainda não estava neste Templo, e já me havia entregue ao Senhor.

– Não és tu aquela pequenina que, faz agora doze invernos, vieste pedir-me para entrar?

– Sou eu.

– E como podes dizer que naquele tempo já eras de Deus?

– Se olho para trás, vejo-me consagrada já ao Senhor. Não posso lembrar-me da hora em que nasci, nem de como foi que comecei a amar a minha mãe e a dizer a meu pai: “Meu pai, eu sou tua filha”… Mas eu me lembro, ainda que não saiba quando começou, de ter dado a Deus meu coração. Talvez tenha sido com o primeiro beijo que eu soube dar, com a primeira palavra que eu consegui pronunciar, com o primeiro passo que eu fui capaz de dar… Sim, isso mesmo. Creio que a primeira recordação de amor, vou encontrá-la no primeiro passo firme que eu consegui dar… Minha casa… tinha um jardim cheio de flores… tinha um pomar e muitos campos… e lá havia uma nascente, bem lá no fundo, ao sopé de um monte, e a nascente jorrava de uma rocha escavada, que formava uma gruta… era cheia de ervas de talos longos e finos, que ficavam penduradas como pequenas cascatas verdes, que vinham de diversas direções e parecia que estivesse chovendo, porque as folhinhas leves das pequenas copas semelhantes a um bordado, tinham uma gotinha de água em cada uma que, ao pingar, fazia o som de uma campainha, bem pequenina. E a nascente também cantava. Lá havia passarinhos nos ramos das oliveiras e das macieiras, que estavam na encosta acima da nascente, pombas brancas, que vinham lavar-se no espelho límpido da água da fonte… Eu não me lembrava mais de tudo aquilo, porque eu tinha colocado todo o meu coração em Deus e, com exceção do pai e da mãe, amados por mim na vida e na morte, quaisquer outras coisas da terra tinham desaparecido do meu coração… Mas tu me estás fazendo pensar, Sacerdote… Devo descobrir quando foi que me dei a Deus… e por isso as coisas dos primeiros anos estão voltando à minha mente… Eu amava aquela gruta, porque, mais doce do que o canto da água e dos passarinhos, lá eu ouvia uma Voz que me dizia: “Vem, minha querida!” Eu amava aquelas ervas ornadas com gotas sonoras e parecidas com lindos diamantes, porque nelas eu via o sinal do meu Senhor, e me tornava alheia a tudo mais, ao dizer a mim mesma: “Vê como é grande o teu Deus, ó minha alma! Aquele que fez os cedros do Líbano, lá no Norte, fez também aqui estas folhinhas que se inclinam sob o peso de um mosquitinho, para alegria dos teus olhos e como anteparo para os teus pequenos pés.” Eu amava aquele silêncio das coisas puras: o vento leve, a água prateada, o asseio das pombas… eu amava aquela paz que velava sobre a pequena gruta, descendo das macieiras e das oliveiras, agora todas em flor, e depois todas carregadas de frutos… E não sei… parecia que a Voz me dissesse: “Vem, tu, minha oliva linda; vem, tu, doce maçã; vem, tu, fonte selada; vem, tu, ó minha pomba”… Doce, o amor do pai e da mãe… doce era a voz deles que me chamava… mas esta voz, esta voz! Oh! No Paraíso terrestre, penso que foi assim que a ouviu aquela que foi a culpada, e eu nem sei como foi que ela pôde preferir um sibilo a esta Voz de amor, como pôde apetecer um outro conhecimento, que não fosse o de Deus… Com os lábios, que ainda estavam com o cheiro do leite materno, mas com o coração tornado ébrio pelo mel celeste, eu disse, então: “Eis-me aqui, eu vou. Sou tua. E nenhum outro senhor terá a minha carne, senão Tu, Senhor, como outro amor não tem o meu espírito”… Parecia-me estar repetindo coisas já ditas e estar cumprindo um rito há tempo realizado, nem era estranho para mim o Esposo escolhido, porque Dele conhecia já o ardor e minha vista estava já afeita à sua luz, e minha capacidade de amar se havia completado entre os seus braços. Quando foi? Não sei. Do lado de lá da vida, eu diria, porque sinto que sempre o tive, e que Ele sempre me teve, e que eu existo porque Ele me quis para alegria do seu Espírito e do meu… »

Detalhe

O sumo sacerdote pergunta a Maria:

Palavras-chave

EMF 17.10

O Evangelho como me foi revelado

Citação

17.10 Alegria de ser aquela pela qual a paz se estabelecia entre o Céu e a Terra.

Oh! Ter tanto desejado essa paz, por amor de Deus e do próximo, e saber que através de mim, uma pobre serva do Todo-Poderoso, é que tal paz viria ao mundo! Poder dizer: “Ó homens, não choreis mais, pois eu trago em mim o segredo que vos fará felizes. Não posso lhes comunicar este segredo, porque está selado no meu coração, assim como o Filho no meu ventre inviolado. Mas já O trago em meio a vós, e cada hora que passa, fica mais perto o momento em que o vereis, e conhecereis seu Nome Santo”.

Detalhe

Maria fala a Maria e descreve as suas várias alegrias aquando da Anunciação. Depois de falar da alegria de ser mãe, diz

EMF 34.17-18

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ainda um último, suave e significativo ensinamento.

É Maria, que segura a mão de Jesus, que ainda não sabe abençoar, e a guia no gesto santo.

É sempre Maria que segura a mão de Jesus e a guia. Ainda hoje é assim. Agora, Jesus sabe abençoar. Mas, às vezes, sua mão traspassada cai, cansada e sem poder mais confiar, pois Ele sabe que é inútil abençoar. Na verdade, vós destruís a minha bênção. Ela cai também indignada porque vós me maldizeis. Então, é Maria que tira o desprezo feito a esta mão, ao beijá-la. Oh! O beijo de minha mãe! Quem pode resistir a esse beijo? Depois, ela segura o meu pulso, com seus dedos delicados, mas que são amorosamente tão imperiosos e me força a abençoar.

Eu não posso repelir a minha mãe. Mas é preciso que vós vades à procura dela, para fazê-la vossa advogada. Ela é minha rainha, antes de ser vossa, e o seu amor por vós tem indulgências tais, que nem o meu conhece. Ela, mesmo sem palavras, mas só com as pérolas do seu pranto e com a lembrança da minha Cruz, cujo sinal ela me faz traçar no ar, defende a vossa causa, e ainda me admoesta: “Tu és o Salvador. Salva!”

34.18 Eis, meus filhos, o “Evangelho da fé”, na aparição da cena dos Magos. Meditai e imitai. Para o vosso bem.

Detalhe

Jesus fala da visão dos Magos. Jesus era ainda muito pequeno e Maria teve de o guiar para fazer um gesto de bênção.

EMF 52.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Vamos fazer feliz minha mãe –diz então, Jesus, sorrindo.

E se encaminha através dos campos, com os dois companheiros, em direção da casa. Esqueci de dizer que tenho a impressão de que Maria seja parente ou muito amiga dos parentes do noivo, pois pode-se ver que está em confidência com eles.

Quando Jesus chega, conforme o costume, o que está de sentinela avisa aos outros. O dono da casa, acompanhado por seu filho, que é o noivo, e por Maria, desce ao encontro de Jesus e o saúda respeitosamente. Saúda também os outros dois; o noivo faz o mesmo.

Mas o que me agrada é a saudação cheia de amor e de respeito de Maria ao seu Filho, e vice-versa. Não são grandes expansões, mas é um olhar especial que acompanha as palavras de saudação: “A paz esteja contigo”, e um sorriso tal, que vale por cem abraços e cem beijos. O beijo treme nos lábios de Maria, mas não chega a ser dado. Ela somente põe a sua mão branca e pequena sobre o ombro de Jesus e toca de leve num caracol de sua longa cabeleira. É uma carícia de namorada cheia de pudor.

Detalhe

Maria e Jesus encontram-se na festa de casamento em Caná. Maria escreve: