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Notas da palavra-chave

Parábola do rei que dá um banquete de casamento ao seu filho

Tema: Novo Testamento

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EMF 206.11-13 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Mas, ouvi. E, então, compreendereis melhor como os requintes, as riquezas e as devassidões impedem a entrada no Reino dos Céus.

Uma vez um rei fez a festa do casamento de seu filho. Podeis imaginar que festa houve no palácio. Tratava-se do filho único do rei que, tendo-se tornado núbil, estava se casando com sua dileta. O rei, seu pai, quis que tudo fosse alegria, ao redor da alegria de seu filho e de sua bem amada. Entre os muitos atos do programa da festa, constava também um grande banquete. E ele o preparou com tempo, cuidando de todos os pormenores do mesmo, para que a festa saísse muito bonita e digna das núpcias de um filho do rei.

Mandou com antecedência a seus servos que fossem dizer aos amigos e aliados, e também aos magnatas do seu reino que o casamento estava marcado para aquela data de tarde, e que eles estavam convidados e que viessem abrilhantar as festas do filho do rei. Mas os amigos, os aliados e os magnatas do reino não aceitaram o convite.

Então o rei, na dúvida se os primeiros servos haviam ou não, falado como deviam, mandou ainda outros servos, para insistirem, dizendo: “Nós vo-lo pedimos. Vinde à festa. Já está tudo pronto. O salão está preparado, os vinhos mais preciosos já foram trazidos de diversos lugares, nas cozinhas já estão preparados os bois e os animais cevados para serem cozidos, as escravas já estão amassando a farinha para fazer os doces, e outras estão esmagando as amêndoas nos almofarizes, para confeitarem os mais finos petiscos aos quais elas misturam os mais raros aromas. As dançarinas e os melhores tocadores de instrumentos foram contratados para a festa. Portanto, vinde, a fim de que todos esses preparativos não tenham sido inúteis.”

Mas os amigos, os aliados e os grandes, uns se recusaram e outros disseram: “Nós temos mais o que fazer”, enquanto que outros ainda fingiram aceitar mas, na hora, foram tratar de seus interesses, uns no campo, outros em seus negócios, e outros em outras coisas de pouca importância. E, finalmente, houve também alguns que, aborrecidos com aquela insistência, pegaram os servos do rei e os mataram para os fazer calar, porque eles ficavam só repetindo: “Não negues ao rei uma coisa destas, porque poderias sair-te mal.”

Os servos voltaram ao rei e lhe contaram tudo e o rei se encheu de indignação, mandando seus soldados punir os assassinos de seus servos e castigar os outros que haviam desprezado o seu convite, e ficou esperando, para recebê-los bem, aos que prometeram ir. Mas, quando chegou a tarde do dia da festa, na hora marcada, ninguém havia chegado.

206.12

O rei, irado, chamou os seus servos e disse-lhes: “Não há de acontecer que meu filho fique sem os festejos nesta tarde de suas núpcias. O banquete está pronto, mas os convidados não são dignos dele. Seja como for, o banquete nupcial de meu filho haverá de realizar-se. Ide agora pelas praças e pelas estradas, colocai-vos nas encruzilhadas, fazei parar a quem estiver passando, reuni os que pararem e trazei-os todos para cá. E que o salão se encha com os que vêm para a festa.”

Os servos lá se foram. Tendo saído pelas estradas, e tendo-se uns espalhados pelas praças ou se colocado nas encruzilhadas, foram ajuntando a todos os que foram encontrando, bons e maus, ricos e pobres e os levaram para a morada do rei, fornecendo-lhes também os meios para que pudessem comparecer à festa e entrar no salão do banquete do casamento. Depois os fizeram entrar e o salão ficou cheio de convidados, como o rei queria.

Mas, resolvendo o rei entrar no salão, para ver se já se podia começar a festa, viu lá dentro um homem que, mesmo com a ajuda que os servos lhe haviam oferecido, não estava com a veste própria para uma festa de casamento. E o rei lhe perguntou: “Como foi que entraste aqui sem a veste de núpcias?” E o homem não soube o que responder, porque de fato não tinha motivos para desculpar-se. Então, o rei chamou os servos e lhes disse: “Pegai este homem, amarrai-o de pés e mãos e expulsai-o para fora de minha morada, que ele fique lá no escuro e na lama gelada. Que lá ele fique chorando e rangendo os dentes, como ele mereceu por sua ingratidão e pela ofensa que me fez, e mais do que a mim, ao meu filho, entrando aqui com esta veste andrajosa e suja, logo aqui no salão do banquete, onde só deve entrar quem é digno de estar neste lugar e na festa de meu filho.”

206.13

Como estais vendo, as preocupações do mundo, as avarezas, as sensualidades, as crueldades atraem a ira do rei e fazem que esses filhos das preocupações nunca mais entrem na casa do Rei. E vede também que, até entre os convidados pela bondade do seu filho, há castigados.

Quantos há assim, nos dias de hoje, nesta terra à qual Deus enviou o seu Verbo!

Aos aliados, aos amigos, aos grandes do seu povo Deus realmente os convidou, por meio dos seus servos, e mais ainda os fará convidar, com um convite insistente, à medida que a hora das minhas núpcias for-se avizinhando. Mas não aceitarão o convite, porque são falsos aliados, falsos amigos, não são grandes senão de nome, pois a baixeza mora neles.

Jesus vai elevando cada vez mais a voz, e seus olhos, à luz de um fogo, que foi aceso entre Ele e os ouvintes, para iluminar a noite, pois nela não há luar, estando a lua em minguante e levantando-se mais tarde, lançam uns lampejos de luz como se fossem duas pedras preciosas.

– Sim, a baixeza mora neles. Por tudo isso, eles não compreendem que é um dever e uma honra para eles que aceitem o convite do Rei.

Soberba, dureza e libidinagem formam um baluarte em seu coração. E — maus como são, — tem ódio de Mim, e por isso não querem vir às minhas núpcias. Não querem vir. Preferem às núpcias os conúbios com a política suja, com o dinheiro ainda mais sujo e com a sujíssima sensualidade. Eles preferem ir fazer os seus cálculos cheios de astúcia, ficar conspirando numa conspiração traiçoeira, preferem o ardil e o delito.

Eu condeno tudo isso em nome de Deus. Odeia-se por isso a voz que fala e as festas a que ela convida. É neste povo que devem ser procurados os que matam os servos de Deus: os Profetas, que são seus servos até hoje, os meus discípulos, que são os servos, de agora em diante. Neste povo é que são escolhidos os que querem trapacear com Deus, e dizem: “Sim, nós vamos”, enquanto, em seu interior, pensam assim: “Não vou, nem por sombra!” De tudo isso há em Israel.

E o Rei do Céu, a fim de que o Filho possa ostentar a magnificência de suas núpcias, mandará recolher nas encruzilhadas aqueles que nem são amigos, que nem são grandes, nem aliados, mas são simplesmente pessoas que vão passando. Já — por minha mão, pela minha mão de Filho e de servo de Deus — a colheita começou.

Sejam quais forem, eles virão… E já vieram. E Eu os ajudo a ficarem limpos e belos para a festa das núpcias. Mas haverá, Oh! para sua infelicidade, haverá quem até da generosidade de Deus, que lhe dá perfumes e vestes reais, para fazê-lo parecer o que ele não é: alguém rico e digno, haverá quem, de toda essa bondade se aproveitará para, como um indigno, seduzir, tirar vantagem… É um indivíduo vesgo de espírito, abraçado pelo polvo repugnante de todos os vícios… e até subtrairá alguns perfumes e vestes para obter com essas coisas algum lucro ilícito, usando delas não para as núpcias do Filho, mas para as suas núpcias com satanás.

Pois bem. Isto acontecerá. Porque muitos são os chamados, mas poucos os que, por saberem perseverar em atender ao chamado, chegam a ser eleitos. Contudo, também acontecerá que a estas hienas, que preferem as podridões a um nutrimento vivo, haverá de ser infligido o castigo de serem tocados para fora do salão do banquete para o meio das trevas e de uma lama de um brejo eterno, onde satanás faz ouvir a sua estridente e horrível risada por todos os triunfos conseguidos contra uma alma, e nos quais se ouve também o eterno pranto desesperado dos mentecaptos, que foram atrás do delito, em vez de acompanharem a Bondade, que os havia chamado.