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O Evangelho como me foi revelado
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EMF 174.7 · Volume 3
Vem o terceiro homem:
– Mestre, meu pai morreu. Mas nós pensávamos que ele possuísse riqueza em dinheiro. Mas nada disso encontramos. Isso ainda seria um mal menor, porque entre nós irmãos não nos falta o pão. Mas eu, sendo o primogênito, morava com meu pai. Agora os outros dois irmãos estão me acusando de ter feito desaparecer as moedas e querem mover uma ação contra mim, como se eu fosse ladrão. Tu estás vendo o meu coração. Eu não roubei nem um vintém. Meu pai guardava seu dinheiro em um cofre, dentro de uma caixinha de ferro. Quando ele morreu, abrimos a caixinha e nela nada havia. Então eles disseram: “Esta noite, enquanto estávamos dormindo, tu a apanhaste.” Não é verdade. Ajuda-me a manter a paz e a estima entre nós.
Jesus olha para ele, fitando-o bem, e sorri.
– Por que estás sorrindo, Mestre?
– Porque o culpado foi o teu pai, uma culpa de criança quando esconde o seu brinquedo, por medo de que o apanhem.
– Mas ele não era avarento. Podes crer. Ele fazia o bem.
– Eu sei… Mas já estava muito velho… São doenças de velhos. Ele queria conservar o dinheiro para vós e vos pôs em choque, por causa de um amor exagerado. Mas a caixinha está enterrada aos pés da escada da adega. Eu te digo isto, para que fiques sabendo que Eu sei. Enquanto Eu estou te falando, por um mero acaso, o teu irmão menor estava batendo no chão, com raiva, e fez que a caixa vibrasse e a descobriram, ficando eles confusos e arrependidos por te terem acusado. Volta para casa tranquilo e sê bom para com eles. Não lhes digas nada pela falta de estima deles para contigo.
– Não, Senhor. Eu nem irei agora. Eu ficarei aqui para te ouvir. Irei amanhã.
– E se ficarem com o teu dinheiro?
– Tu dizes que não devemos ser avarentos. Eu não quero ser. Basta-me que haja paz entre nós. Afinal, eu nem sabia quanto dinheiro havia na caixinha e não ficarei aflito com nenhuma notícia que me derem, mesmo que seja diferente da verdade. Penso até que aquele dinheiro podia estar perdido… Como eu teria vivido antes, viverei agora, se eles me negarem o que é meu. Basta que não me chamem de ladrão.
– Estás já bem adiantado no caminho de Deus. Segue assim, e a paz esteja contigo.
Ele também parte contente.