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Notas da palavra-chave

Mirra

Tema: Temas de A a Z

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EMF 34.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

34.8 – Aqui tens o ouro, como convém a um rei; aqui tens o incenso, como convém a Deus; e aqui tens, ó mãe, a mirra, pois o teu Filho é Homem, além de Deus e da carne e da vida humana conhecerá a amargura e a lei inevitável da morte. Nosso amor não queria dizer-lhe estas palavras, mas ficar sempre pensando que Ele é eterno, até em sua carne, como eterno é o seu Espírito. Mas, ó mulher, se os nossos mapas, e também as nossas almas, não erram, Ele é o teu Filho, é o Salvador, o Cristo de Deus, e por isso deverá, para salvar a terra, tomar para Si o seu mal, um dos quais é o castigo da morte. Esta resina é para aquela hora. Para que os corpos que são santos não conheçam a putrefação da corrupção, e conservem sua integridade até o dia da ressurreição. Que por estes nossos presentes Ele se lembre de nós e salve a estes seus servos, dando-lhes o seu Reino. Por enquanto, para que sejamos santificados, que a mãe, conceda o seu Pequenino ao nosso amor, para que, beijando os seus pés, desça sobre nós a bênção celestial.

Maria, passada a angústia em que as palavras do sábio a haviam mergulhado, esconde, com um sorriso, a tristeza daquelas fúnebres evocações, e lhes apresenta o Menino. Coloca-o nos braços do mais velho, que o beija e é por ele acariciado, e depois o passa para os outros dois.

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É um dos três Reis Magos que falam e oferecem os seus presentes à Sagrada Família.

EMF 34.15

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Humildes e generosos. Obedientes às “vozes” do Alto. Essas vozes mandam que eles levem presentes ao Rei recém-nascido. Eles levam presentes. Não dizem: “Ele é rico, e não precisa disso. Ele é Deus, e não conhecerá a morte”. Eles obedecem. São os primeiros que acodem à pobreza do Salvador. Como chegou em boa hora aquele ouro, para quem amanhã deveria sair de sua terra como fugitivo! Como foi significativa aquela mirra, para quem, dentro em breve, seria morto. Como foi piedoso aquele incenso, para quem teria que sentir o mau cheiro da luxúria humana fervendo ao redor de sua infinita pureza!

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Jesus fala dos Magos.

EMF 34.16

O Evangelho como me foi revelado

Citação

34.16 Mas, ó filhos, há outros dois ensinamentos nesta visão.

A postura de José, que sabe ficar em “seu” lugar. Ele está presente como guarda e tutor da Pureza e da Santidade. Mas não é um usurpador dos direitos delas. É Maria, com o seu Jesus, que está recebendo homenagens e palavras. José se alegra por ela, não ficando amargurado por ser uma figura secundária. José é um justo: o Justo. É justo sempre, também nesta hora. As fumaças da festa não lhe sobem à cabeça. Ele continua humilde e justo.

Ele se sente feliz pelos presentes. Não por si mesmo. Mas porque pensa que com eles poderá fazer a vida de sua esposa e do doce Menino mais cômoda. Não existe avidez em José. Ele é um trabalhador, e continuará a trabalhar. Contanto que “Eles”, os seus dois amores, tenham o necessário, e algum conforto. Nem ele nem os magos sabem que aqueles presentes vão servir durante uma fuga e uma vida no exílio, nas quais as substâncias desaparecem como uma nuvem impelida pelo vento… mas eles vão servir também para quando voltarem à pátria, depois de terem perdido tudo o que tinham deixado, os clientes, os móveis, salvando-se somente as paredes da casa, protegida por Deus, porque nela é que Ele se uniu à virgem e se fez Carne.

José é humilde, ele, que é guarda de Deus e da mãe de Deus, esposa do Altíssimo, chega até a segurar o estribo para estes vassalos de Deus. José é um pobre carpinteiro, porque a prepotência humana despojou os herdeiros de Davi de suas propriedades reais. Mas ele é sempre da estirpe de Davi e tem traços de rei. Também em relação a ele vale aquele dito: “Era humilde, porque era realmente grande.”

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Jesus fala dos Magos que chegaram de noite a Belém com três presentes: ouro, incenso e mirra (ver EMV 34,1-9).

EMF 43.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

43.6 Não te prometo dons, nem consolações humanas. Eu te prometo as mesmas consolações que teve José, as sobrenaturais. Porque é bom que todos fiquem sabendo que os presentes dados pelos Magos, na usura que aperta pela garganta um fugitivo, sumiram rapidamente, como um relâmpago, com a compra de uma casinha e daquele mínimo de utensílios necessários para a vida, daqueles alimentos que eram também necessários, que só podiam vir daquela fonte, enquanto não encontrávamos trabalho.

Na comunidade hebraica sempre todos se ajudaram mutuamente. Mas a comunidade reunida no Egito era quase toda composta de fugitivos perseguidos e, por isso, pobres como nós, que tínhamos ido nos juntar a eles. Um pouco daquela riqueza que queríamos manter para Jesus, para o nosso Jesus adulto, preservada dos gastos da instalação no Egito, foi providencial para a nossa volta e apenas suficiente para reorganizar nossa casa e a oficina em Nazaré, ao nosso retorno. Porque os tempos mudam, mas a cobiça humana é sempre a mesma, servindo-se da necessidade alheia para sugar a sua parte de maneira odiosa.

Não. Termos Jesus conosco não serviu para trazer-nos bens materiais. Muitos de vós pretendem isto, quando apenas se sentem um pouco unidos a Jesus. Esquecem-se de que Ele disse: “Procurai as coisas do espírito.” Tudo o mais é supérfluo. Deus provê também o alimento. Tanto aos homens como os pássaros. Porque sabe que eles têm necessidade do alimento, enquanto a carne for armadura em torno de vossa alma. Mas, pedi primeiro a sua Graça. Pedi primeiro pelo vosso espírito. O resto vos será dado como acréscimo.