Ir para o conteúdo

Notas da palavra-chave

Autoridade de Jesus Cristo

Tema: Jesus Cristo no Evangelho tal como me foi revelado

Conforto de leitura

Aa

EMF 53.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Foi-me perguntado com que autoridade Eu faço isto. E eles, com que autoridade profanam o mandamento de Deus e permitem, à sombra dos muros sagrados, a usura contra os irmãos de Israel que aqui vêm para obedecer à ordem divina? Foi-me perguntado de que escola é que Eu venho e respondi: “Da escola de Deus.” Sim, Israel, Eu venho a ti, e te reporto a esta escola santa e imutável.

Detalhe

Jesus tinha acabado de efetuar a primeira purificação do Templo.

EMF 68.6-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Pedi a Ele algum milagre. Ele é poderoso. Ele cura. Ele lê nos corações. Responde a todas as perguntas.

– Fala a Ele por mim, que eu estou doente. Meu olho direito está morto e o esquerdo está secando.

– Mestre.

– Judas.

Jesus que estava acariciando uma menininha, se volta.

– Mestre, este homem está quase cego e quer ver. Eu disse a ele que Tu podes curá-lo.

– Eu posso, para quem tem fé. Tu tens fé, homem?

– Eu creio no Deus de Israel. Venho aqui para jogar-me na piscina de Betsaida. Mas sempre tem alguém que me precede.

– Podes crer em Mim?

– Se creio no anjo da piscina, não deverei crer em Ti, que o teu discípulo diz que és o Messias?

Jesus sorri. Molha o dedo com a saliva e o roça no olho doente.

– Que estás vendo?

– Estou vendo as coisas sem aquela névoa de antes. E o outro, não o curas?

Jesus sorri de novo. Repete o ato sobre o olho cego.

– Que estás vendo? –pergunta Ele, tirando a ponta do dedo da pálpebra caída.

– Ah! Senhor de Israel! Estou vendo, como quando eu, ainda menino, corria pelos prados! Sê Tu eternamente bendito!

O homem chora, prostrado aos pés de Jesus.

– Vai. Sê bom, agora, em reconhecimento a Deus.

68.7 Um levita, que chegou quase ao fim do milagre, pergunta:

– Com que poder fazes estas coisas?

– Tu me perguntas? Mas Eu te digo, se responderes à minha pergunta. Segundo a tua opinião: é maior um profeta que anuncia o Messias, ou o próprio Messias?

– Que pergunta! O Messias é maior: é o Redentor prometido pelo Altíssimo!

– Então, por que os Profetas fizeram milagres? Com que poder?

– Com o poder que Deus dava a eles para provarem às multidões que Deus estava com eles.

– Pois bem, com o mesmo poder, Eu faço milagres. Deus está Comigo, Eu estou com Ele. Eu provo às multidões que assim é e que o Messias bem pode, com maior razão e medida, o que podiam os Profetas.

O levita vai-se embora pensativo, e tudo termina.

Detalhe

Jesus fala e Judas incita as pessoas a pedirem-lhe um milagre. Jesus faz um milagre e, no fim, perguntam-lhe com que autoridade o faz.

EMF 177.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

« Tenho um servo doente, Senhor. Ele jaz em minha casa, no seu leito, paralisado por uma doença nos ossos e sofre terrivelmente. Os nossos médicos não o curam. Os vossos, que convidei a vir porque são males que vem dos ares corrompidos destas regiões, e vós as sabeis curar com as ervas do solo pantonoso da praia onde estagnam as águas antes de serem bebidas pelas areias do mar, se recusaram a vir. E sofro por ele, porque se trata de um servo fiel.

– Eu irei e o curarei.

– Não, Senhor. Não peço que faças tanto. Eu sou um pagão, sujeira para vós. Se os médicos hebreus temem contaminar-se ao pôr os pés em minha casa, com mais razão seria contaminação para Ti, que és divino. Eu não sou digno de que Tu entres sob o meu teto. Mas se Tu dizes daqui mesmo uma só palavra, o meu servo ficará são, porque Tu comandas a tudo o que existe. Ora se eu, que sou um homem colocado sob tantas autoridades, das quais a primeira é Cesar, pelo qual devo fazer, pensar e agir como me é mandado, por minha vez posso mandar sobre os soldados que estão sob as minhas ordens e se digo a um “Vai” e a outro “Vem”, e ao meu servo “Faze isto”, um vai onde mandei, o outro vem porque chamo e o terceiro faz aquilo que digo, Tu que és quem és, serás logo obedecido pela doença, e ela irá embora.

– A doença não é um homem… –objeta-lhe Jesus.

– Tu também não és um homem, mas és o Homem. Podes, portanto, dar ordens até aos elementos e às febres, pois tudo está sujeito ao teu poder. »

Anotação

São doenças que provêm do ar poluído destas regiões: As febres dos pântanos (febre amarela ou paludismo) causaram graves epidemias na antiguidade. São mencionadas várias vezes na obra. Durante séculos, essas febres foram atribuídas à insalubridade do ar (aria cattiva, de onde vem a palavra italiana mala aria = mau ar), sem nunca fazer a ligação com os mosquitos. Maria Valtorta está a relatar uma opinião que está perfeitamente de acordo com a crença romana e que não está relacionada com os seus conhecimentos de enfermeira.

Sabeis curá-los com ervas do solo febril da costa, onde as águas estagnam antes de serem absorvidas pela areia do mar. Trata-se, sem dúvida, da agrimónia (agrimonia eupatoria), que cresce nos pântanos. Plínio menciona-o. A sua infusão é utilizada para combater a malária (de palus = pântano, em latim). O pântano à beira-mar mencionado pelo centurião pode ter sido Dor (atualmente Al Tantura), a sul do Monte Carmelo. Só foi drenado em 1892. O paludismo era aí abundante.